| CULTURA DE MUDANÇA |
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Mudar é uma necessidade essencial para o crescimento contínuo
das pessoas e das organizações.
Por Marília Fiúza Targino
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MUDANÇA É O PROCESSO QUE nos mantém vivos e em constante dinamismo. É a experiência que nos permite viver o novo, o inédito, o desconhecido. Mudar é arriscar, inovar, criar, crescer, sair do lugar. Estabelecer uma Cultura de Mudança nas Organizações é um processo que inicia de dentro para fora, a partir da consciência de cada pessoa de que é preciso mudar.
Entendo Cultura de Mudança como o conjunto de hábitos adquiridos por pessoas ou organizações que favorecem a constante mudança em prol do crescimento contínuo. Os adeptos dessa Cultura são pessoas modernas que acompanham a evolução do mundo e das idéias, que não se deixam levar pelo conforto da tradição, da rotina ou do comodismo. Para se alcançar o sucesso, seja individual ou organizacional, é necessário o crescimento contínuo, que se faz essencialmente através de constantes mudanças.
Considero-me, no entanto, conservadora no que se refere à Missão e Valores das pessoas e organizações. Acredito que ambos podem ser melhor esclarecidos ao longo do tempo, mas não alterados na sua essência. Enquanto a Missão e os Valores definem o “para que vivo”, o processo de mudanças contínuas é provocado pela pergunta “como vivo?”, afinal, há sempre uma melhor forma de se chegar a um fim.
Para ser sustentável, o processo de mudanças precisa ser enraizado na definição clara deste composto de Missão e Valores, o qual defino de Projeto Maior. Sem ele, as mudanças (ou metas intermediárias) perdem sentido. Mudar por mudar? Para que? Mudar sem objetivo é andar em círculos. Mudar com uma meta clara e definida é avançar, é de fato caminhar.
É importante também conscientizar-se de que decidir pela Cultura de Mudança é renunciar o conforto de não sofrer resistências. Quem se expõe, sofre. Não ser criticado ou perseguido é sinal de que nada consideravelmente significativo está sendo realizado. O que chega para mudar sempre incomoda mais do que aquele que vem para manter tudo como sempre foi. Pessoas decididas pela mudança inquietam, mas depois congregam; incomodam, mas depois confortam; sofrem, mas depois celebram a vitória.
Adotar a Cultura de Mudança é, sobretudo, viver intensamente a excelência em tudo o que fazemos e realizamos. Hoje percebo que excelência não significa perfeição. Se assim fosse, não seria necessário mudar o que já é considerado perfeito. Pessoas e empresas que primam pela excelência certamente não são perfeitas, mas são claramente decididas pela melhoria contínua e, conseqüentemente, pela Cultura de Mudança.
Marília Fiúza Targino é profissional de Coaching, certificada pela ICC (International Coaching Community). Atua na área de Desenvolvimento Comportamental da CMGB Consultoria. |