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Economia&Negócios
Litoral Leste
O outro lado da moeda
Mesmo a região estando em franca expansão na atividade turística, hoje a participação de Fortaleza no ranking das cidades mais visitadas pelos turistas internacionais no Brasil é muito pequena, de apenas 4.2%, no ano de 2006, segundo dados do Departamento da Polícia Federal e Instituto Brasileiro de Turismo — Embratur.

A capital da Terra da Luz, ocupa o sétimo lugar, perdendo para São Paulo, que lidera o ranking das cidades mais visitadas, seguida pelo Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre. E é justamente para recuperar sua posição que merece no cenário nacional, o Estado foi o primeiro a buscar recursos financeiros para o setor, por meio do Prodetur Nacional. O gestor fala que a atividade de turismo já é o quinto principal produto da balança comercial brasileira, atrás apenas de minério de ferro, petróleo bruto, soja em grãos e automóveis.
Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Estado de Turismo (Setur), no período de 25 de dezembro de 2007 a 10 fevereiro de 2008 mostra que mesmo depois de tantos investimentos, ainda é preciso melhorar muitos quesitos, principalmente na infra-estrutura. Na pesquisa, foram entrevistados 4.064 turistas, sendo que 873 eram estrangeiros, onde foram apontados problemas como a segurança pública, limpeza pública e terminal rodoviário como sendo os pontos negativos encontrados na região.
Dos entrevistados, 59.1% apontaram a limpeza pública como deficitária, seguido pelo terminal rodoviário, com 47.6 e por fim a segurança pública com 46.8% de críticas.
Os locais da pesquisa foram os Portões de Saídas (Aeroporto e Rodoviários) e pontos turísticos (Beira Mar, Praia do Futuro, Centro de Turismo, Dragão do Mar e Praia de Iracema, Porto das Dunas e Cumbuco).
Pois bem, o governo federal tem que estruturar direito as políticas públicas voltadas para o turismo, para que este outro lado da moeda não espante cada vez mais o turista do país.
Não é apenas por causa de problemas como falta de segurança e deficiências de infra-estrutura que o Brasil leva uma nítida desvantagem em relação a seus grandes competidores no setor. Embora a criação do Ministério do Turismo, em 2003, tenha representado um avanço em termos de políticas públicas para fomentar o desenvolvimento do setor, ainda há muito que fazer.
Uma das questões que ainda não mereceram a devida atenção foi o peso da carga tributária do país sobre essa área. Numa pesquisa realizada no ano 2006 pelo Senac com 63 grandes empresários do turismo nacional, o custo dos impostos foi citado como o fator que mais inibe investimentos e tira competitividade do Brasil. Em outros países que elevaram o turismo à condição de prioridade nacional, o setor recebe tratamento diferenciado por parte do Fisco. O México é um dos grandes exemplos disso. Em janeiro de 2004, o governo local concedeu descontos no pagamento de tributos aos turistas estrangeiros que vão ao país para participar de congressos, feiras e exposições. A medida teve efeito quase imediato. Em 2003, 14 eventos haviam sido realizados no país. Em 2005, esse número subiu para 65. Com iniciativas desse tipo, não é difícil entender por que o México recebe cerca de 20 milhões de turistas estrangeiros por ano, quatro vezes mais que o Brasil. É apenas um exemplo no qual o país poderia se inspirar para criar melhores condições para o desenvolvimento do setor.

 

 

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