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Economia&Negócios
Litoral Leste

Gays e
Mulheres viajam mais

Mulheres e GLS viajam mais
No cenário turístico, um outro fato impressiona: mulheres, gays, lésbicas e simpatizantes viajam mais, e o assunto preferido entre as mulheres é a viagem de aventura.

De acordo com informações da Adventure Travel Trade Association (ATT), o número de mulheres que viajam para todos os cantos desse imenso globo terrestre é superior ao de homens, para sentir a adrenalina correr mais rápido nas veias. A ATT informou que foi realizada uma pesquisa em março de 2007 e foi notório que 52% dos turistas de aventuras são mulheres. A média de custo em uma viagem de aventura, com transporte em terra, é de US$ 2.122. E o mais curioso desse fato é que a faixa etária que participa mais desse tipo de viagem é entre 41 e 60 anos. Haja pique para agüentar o fôlego desses turistas animados e cheios de energia.
Outro dado interessante, produzido pela Associação de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes, demonstra que os valores gastos pela comunidade GLS em viagens superam a soma de US$ 54,1 bilhões. É a indústria do turismo aproveitando esse filão de mercado que passa a investir pesado no setor. De acordo com a ASTGLS, esse grupo faz de três a quatro viagens anuais para qualquer parte do mundo. Eles gastam 30% a mais do que o heterossexual.

Destino para capital estrangeiro
O dinheiro trazido pelos turistas ajuda a movimentar um mercado que fatura mais de 100 bilhões de reais por ano e emprega mais de 2 milhões de pessoas no país. Não é por acaso que o Brasil vem se consolidando como destino de investimento de grandes grupos estrangeiros de hotelaria. De uma década para cá, mais de uma centena de redes internacionais chegaram aqui. Elas são responsáveis por dois em cada dez novos estabelecimentos que estão sendo erguidos.

A Associação Brasileira da Indústria de Hóteis, no Ceará, garante que os investimentos feitos pelo governo do Estado, por meio do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo — Prodetur I e II — foram extremamente importantes para o desenvolvimento do turismo sustentável no Ceará. As obras de infra-estrutura realizadas no Estado alavancaram a vinda de muitos turistas para a região, fortalecendo ainda mais o setor da indústria da hotelaria.
De acordo com o presidente interino da ABIH-CE, Antônio Eliseu de Barros Júnior, a indústria hoteleira envolve um volume significativo de recursos, com patrimônio imobilizado em torno de US$ 15 bilhões; receita bruta anual de cerca de US$ 9 bilhões. Todo este volume de recursos gera uma arrecadação de mais de US$ 1,8 bilhão em impostos, taxas, contribuições, e grande geração de divisas internacionais. A indústria do turismo é muito forte. O Brasil precisa ainda investir muito neste segmento. No Ceará, esses recursos investidos na infra-estrutura, na capacitação dos profissionais e na promoção do turismo favoreceu e muito o crescimento do setor. “Creio que o governo tem que aproveitar este filão que é o turismo e aplicar cada vez mais recursos no setor”, completa o presidente da ABIH-CE.
Estima-se que, até o final de 2010, a indústria hoteleira do Brasil receberá investimentos da ordem de R$5,3 bilhões na construção de novos meios de hospedagem, não incluindo o montante que deverá ser aplicado na ampliação e renovação das unidades já existentes, valor que deverá ultrapassar os R$4 bilhões.
“No ano de 2007, o número de meios de hospedagem no Brasil foi de 25.7 mil. Desse número, aproximadamente 18 mil são hotéis e pousadas e 7.5 mil outros meios de hospedagem, como residenciais, flats, alojamentos, albergues, clubes. Isso, no bolo geral, representa uma oferta de 1,1 milhões de apartamentos — unidades hoteleiras (UHs). Sem contar que gera cerca de 500 mil empregos diretos e mais de 1.500 indiretos.
O estudo “Economia do turismo: uma perspectiva macroeconômica 2000-2005” do Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 11,26% do total consumido pelas famílias brasileiras em 2005 estiveram nas atividades de turismo, que incluem transporte rodoviário e aéreo, alojamento, alimentação e lazer, entre outros. Do total consumido pelas famílias com essas atividades, a maior parte vai para alimentação (41%), seguido por transporte rodoviário (32,5%).
Dados da Embratur mostram que o setor empregava 8 milhões de pessoas em 2005. A Embratur estima que até 2018, o Brasil estará entre os países do mundo que vão gerar mais vagas no turismo.
Eliseu Barros fala que esses números divulgados pela Embratur são muito importantes para a estruturação do setor, mas reclama que infelizmente o segmento ainda não tem uma ‘inclusão estatística’, com status de atividade econômica. “Isto maquia muito os números reais”.

Aeroporto de Fortaleza, US$ 78 MI.
A construção do Aeroporto Internacional Pinto Martins custou aos cofres públicos US$ 78,2 milhões. Esses investimentos foram feitos por meio do Prodetur I. O moderno terminal de passageiros com 36 mil metros quadrados, foi inaugurado em 7 de fevereiro de 1998 e tem capacidade para receber 2,5 milhões de passageiros/ano.
O fluxo de passageiros no Aeroporto Internacional Pinto Martins cresce de forma acelerada ano a ano, junto com a expansão do turismo. Em 2006, o fluxo chegou a 3,28 milhões de passageiros, ultrapassando a capacidade atual do terminal, segundo a Infraero.
Para se ter uma idéia da movimentação do aeroporto, no primeiro ano de operações do atual terminal, 1,760 milhão de passageiros embarcaram e desembarcaram no novo aeroporto de Fortaleza, o que significou um aumento de 22% em relação a 1997, último ano de funcionamento do antigo terminal.
De acordo com a Infraero, as obras do novo terminal de logística e cargas do Pinto Martins (prédio, pátio de aeronaves e vias de acesso), orçadas em R$ 31 milhões, ficarão concluídas ainda neste semestre. Com isso, a capacidade para armazenamento de cargas vai aumentar 10 vezes mais, passando de 500 toneladas para 5 mil toneladas.
A Infraero divulgou que no ano de 2008 licitará o projeto básico de ampliação do terminal de passageiros. A expectativa é que as obras sejam iniciadas entre 2009 e 2010.

 

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