Ceará moda surf e praia, da marola a tsunami
No Ceará, pequenos negócios criados por amantes do surf são a base de um dos mais sólidos segmentos da indústria de confecções no país: o surfwear. Com linguagem própria, eles conseguiram uma sintonia tão grande com seus clientes que hoje formam verdadeiras “tribos”. E apesar da diversificação de seus portfólios de produtos e do sucesso que suas marcas fazem pelo Brasil, não abrem mão de manter fincadas as raízes, investir na formação de novos talentos do esporte e na promoção de eventos de alto nível. O sucesso dos pioneiros também inspira novos mpreendedores do ramo, que junto dos veteranos, incomodam marcas estrangeiras aqui e lá fora - Por Adriano Queiroz

Na onda. O surfista Alan Jhones, campeão nordestino de surf 2009, patrociando pela marca Pena
Tudo começou nas ondas cearenses no final da década de 1970 e começo da década de 1980. A cultura surf, recém-introduzida no estado, crescia dia-a-dia entre a juventude de Fortaleza. Mas sem lojas ou fábricas especializadas em artigos próprios para essa prática esportiva, só mesmo a criatividade, o improviso e o amor ao mar ajudavam os primeiros aventureiros em suas pranchas ou “surfboards” (que, diga-se de passagem, eram bem diferentes das atuais). Um pouco mais tarde, em 1985, a estréia de um seriado de TV, “Armação Ilimitada”, que tinha como pano de fundo o universo dos surfistas, ajudou ainda mais a difundir esse estilo de vida. Foi nesse cenário que alguns surfistas começaram a enxergar oportunidades para além da participação em competições.
Um dos primeiros surfistas empreendedores do Ceará foi Raimundo Bernardo Neto, mais conhecido entre a “tribo” do surf local como “Pena”. Depois de vender jornais, saquinhos de din-din — conhecido também como sacolé, geladinho, chupe-chupe — e trabalhar numa sorveteria, “Pena” montou com os irmãos Petrônio e Rubens uma pequena oficina de conserto de pranchas. O desejo de acompanhar as evoluções hidrodinâmicas e de design das pranchas fabricadas no exterior, levou “Pena” a trabalhar artesanalmente na adaptação da sua própria prancha monoquilha em uma biquilha (a quilha tem o formato de uma barbatana e serve para dar direção à prancha; hoje geralmente são três nas “surfboards”), que permitia manobras mais ousadas. Essa era, na época, a grande novidade nas praias brasileiras, embora tivesse sido desenvolvida alguns anos antes, pelo australiano e tetra-campeão mundial de surf Mark Richards. O êxito em realizar essa adaptação fez com que “Pena” ganhasse fama entre colegas do esporte e logo ele se viu cheio de encomendas para adaptar pranchas. Era a consolidação da oficina de pranchas Pena SurfBoards.
A evolução da oficina seguiu até que os irmãos começaram a fabricar pranchas. Essa nova etapa gerou a necessidade de se criar uma logomarca. O próprio “Pena” criou-a e rapidamente ela se tornou conhecida na cena do surf local. Aliás, para além dela. A proximidade física da oficina em relação a colégios como o Liceu e o Rui Barbosa, trouxe um grande fluxo de estudantes e uma demanda nova: muitos queriam a logomarca Pena em camisas e shorts. Era o começo informal do que seria uma das marcas mais respeitadas no surfwear (moda para surfistas ou inspirada neles) brasileiro. Em 1986, a entrada no negócio da irmã de “Pena”, Lígia Maria de Sousa Tavares, contribuiu para a formalização da Pena Indústria e Comércio Ltda. “Nessa época a gente fazia shorts, com duas máquinas, e as camisas a gente terceirizava. Só que às vezes a gente recebia uma malha que não estava com a qualidade desejada. Aí começamos a procurar outros fornecedores. Encontramos um que entregava a malha, mas não tinha serigrafia. Aí nós pensamos em montar uma serigrafia, bem rústica. A coisa foi indo e a confecção começou a ocupar cada vez mais espaço até chegar ao espaço da oficina de pranchas”, relembra “Pena”.
Foi o crescimento da confecção o que motivou a separação (amigável) da família em duas empresas: os irmãos “Pena” e Lígia ficaram com o empreendimento surfwear e os irmãos Petrônio e Rubens com a oficina de pranchas. Seis anos depois, eles também entrariam no mercado da moda surf e fundariam a Greenish. Mas essa é uma história para alguns parágrafos adiante. Em pouco tempo as roupas e acessórios fabricados ou comercializados pela Pena caíram no gosto dos surfistas (e até de outras “tribos”). Em 1989, abriu uma pronta-entrega e um ano depois começou a trabalhar com representantes comerciais. A irmã caçula dos sócio-fundadores, Brígida Maria de Sousa Frazão, também aderiu ao negócio, em 1992. Mas as dificuldades de se manter um pequeno negócio no período que antecedeu o plano Real eram quase hercúleas, por conta da instabilidade econômica do país. “O prédio era alugado e o que era uma residência foi transformada em um galpão industrial. A gente teve de alugar um outro imóvel depois. As dificuldades financeiras e de crédito são os maiores obstáculos no início. Até ganhar fôlego leva certo tempo, exige maturidade. Naquela época a inflação era louca, galopante. Eu não sei como o mercado suportava aquela situação, mas tudo isso fez parte do aprendizado”, relata o empresário.

Família Pena. Os irmãos empresários Brígida Frazão, Raimundo Bernardo Neto, o Pena, e Lígia Maria Tavares: dedicação total à marca "Pena"
Crescimento. Durante todo o restante da década de 1990 e a primeira década do século XXI o conceito da Pena não parou de crescer. Na década seguinte, os irmãos esportistas e empresários ampliaram as instalações da indústria de confecções em 1500 m2 de área para produção. Lá são produzidos principalmente os board shorts e a parte de malharia. Os demais acessórios são feitos por empresas parceiras, mas recebem a marca Pena. “Nós temos outras empresas que produzem para gente, algumas terceirizadas e outras licenciadas. Nós temos uma empresa que produzem acessórios, como mochilas, bonés, sandálias e carteiras, toda uma gama de produtos feita por uma outra equipe. Temos também a parte de jeans que é toda terceirizada. Desenvolvemos as coleções, mas a produção é feita por outra empresa, porque a estrutura é totalmente diferente”, explica.
Hoje a empresa gera 285 empregos diretos e aproximadamente 400 indiretos, além de manter um quadro de 23 representantes, sendo dois na Europa, mais precisamente em Portugal e na Espanha. “Está se plantando uma semente. Aquele é um mercado muito bom de trabalhar também, já que não é tão distante, mas dificuldades como a logística do frete, entre outros fatores, ainda vão requerer da Pena mais um tempo de trabalho para que colhamos mais frutos. Nós estamos numa fase de prospecção da marca nesse mercado europeu”, define o empreendedor.

Marketing. O catálogo da grife Maresia mostra a força da marca de beachwear que também ganhou as ruas
Voltando novamente ao passado, no mesmo ano em que surgiu a Pena, foi fundada, também na capital cearense, uma outra empresa que se estabeleceu como uma das gigantes do segmento surfwear nacional: a Maresia. O criador da empresa, Luiz Henrique Feijó, o “Maninho”, também começou de forma quase improvisada e em um local inusitado. O pai do fundador mantinha vários passarinhos em um quarto da casa da família. Pois foi exatamente lá onde nasceu o negócio de “Maninho”. No início, ele mesmo cortava e serigrafava os board shorts (bermudas apropriadas para a prática do surfe) da Maresia. Ainda na década de 1980, “Maninho” ganhou um novo parceiro, Adriano Costa Lima. A fábrica mudou então para o quintal da casa do novo sócio e passou a incluir no seu mix de produtos camisetas de malha. No início, a clientela era composta principalmente por amigos dos jovens empresários, mas gradativamente a demanda foi crescendo. Surgiram depois as primeiras lojas Maresia em um shopping center de Fortaleza. O sucesso crescente levou “Maninho” e Adriano a usar a representação comercial como canal de venda. Em 1994, houve uma nova mudança de sede para acompanhar as necessidades de expandir a produção de peças. Um ano depois, a Maresia também ampliou o foco e passou a confeccionar jeans e roupas para o público infanto-juvenil. Diversidade. Outra estratégia curiosa utilizada nos primeiros dez anos de existência da empresa foi ter se tornado fornecedora e produtora de camisetas para candidatos em épocas eleitorais. Segundo o gerente de marketing da Maresia, Daniel Bernardi, isso “ajudou a empresa a se capitalizar e investir nas instalações que viria a se tornar um parque industrial”. De fato, em 1997, esse objetivo inicial dos fundadores foi alcançado e a empresa se mudou para uma sede própria e definitiva no bairro da Parangaba. A unidade de 12 mil m2 conta, hoje, com tecnologia de ponta e mais de 700 trabalhadores na linha de produção. Em grande parte impulsionada por sua grande capacidade fabril, a Maresia tornou-se a única marca de surfwear cearense com penetração em todos os estados brasileiros (embora tenha, naturalmente, um mercado maior no Norte-Nordeste) e exportações para doze países. “Já incomodamos as marcas ‘gringas’ e estamos presentes nas redes de lojas mais conceituadas do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. O produto 100% nacional é também muito bem aceito e desejado na Europa como um todo. Nossas exportações crescem em média 50% por coleção (duas ao ano)”, diz Bernardi. O mix da empresa também é muito variado, apesar de ter a moda surf como carro-chefe. São cerca de 750 itens que vão das sandálias às roupas íntimas, das mochilas aos bonés.
Tendo bebido na mesma fonte (ou “dropado” na mesma onda, para usar uma expressão do surf) da Maresia e principalmente da Pena, outra marca de sucesso no surfwear cearense e brasileiro é a Greenish. A empresa é sucessora da oficina de pranchas fundada por “Pena” e, posteriormente, administrada pelos irmãos dele, os surfistas Rubens e Petrônio Tavares, que eram respectivamente shaper (profissional que molda as pranchas) e laminador (quem faz o revestimento de fibra de vidro). Petrônio foi da família de esportistas empreendedores o que mais êxito teve como atleta das ondas, tendo surfado, inclusive, a rara pororoca (onda fluvial que ocorre periodicamente no Maranhão, Pará e Amapá). Chegou a competir profissionalmente por muitos anos e até hoje se mantém em busca de novos conhecimentos sobre o esporte. Nesse sentido, a mais recente viagem do atleta-empreendedor foi ao sul do Peru, realizada no final do ano passado, quando ao lado do irmão e sócio Rubens e de outros dois surfistas amigos participou de uma pesquisa sobre as origens do esporte a partir de antigos povos indígenas peruanos. A experiência acumulada, em competições e em viagens como essa, fez com que ele entrasse em contato cada vez maior com as nuances da cultura surf e com as tendências da moda adotadas por surfistas de todo o mundo. Assim, Petrônio e Rubens decidiram se aventurar também pelos mares do surfwear.

Maresia. Os empresários Luiz Henrique Feijó, "Maninho" e Adriano Costa Lima ladeiam o vencedor da etapa de Paracuru do WQS, Heitor Alves
Amigos e competidores. A nova empresa nasceu em 1992 fabricando inicialmente camisetas. “Era setembro daquele ano quando demos entrada no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) do nome e do símbolo Greenish. Éramos eu, a Sandra (minha esposa na época e sócia até hoje), meu irmão Rubens e mais uns cinco colaboradores”, conta Petrônio. A entrada no mercado não alterou a profunda relação de amizade e respeito dos irmãos Petrônio e Rubens com os irmãos “Pena”, Lígia e Brígida, da Pena, a despeito da natural concorrência das duas marcas. “O meu irmão mais velho depois que encerrava o expediente de sua fábrica (que já era bem mais estruturada) cedia tanto o espaço, quanto seus próprios funcionários, para dar uma força à gente, cortando e estampando peças, pois nossa estrutura ainda era muito pequena”, revela com gratidão Petrônio. A micro-empresa rapidamente se expandiu e teve como maior desafio enfrentar uma crise econômica em 1998.
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DIRETORES |
ANO |
EMPREGOS |
ATUAÇÃO |
FATURAMENTO/ANO |
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Raimundo Bernardo Neto, Lígia Maria de Sousa Tavares e Brígida Maria de Souza Frazão |
1986 |
285 diretos e
400 indiretos
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Norte, Nordeste, partes do Sul, do Sudeste e alguns países da Europa |
R$ 28 milhões |
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Luiz Henrique Feijó (o "Maninho") e Adriano Costa Lima |
1986 |
700 diretos |
Todo Brasil e mais 12 países |
Não informado |
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Petrônios e José Rubens Tavares |
1992 |
380 diretos |
A maior parte do Brasil e alguns países da Europa |
R$ 25 milhões |
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Paulo Alves |
2004 |
80 diretos e
100 indiretos |
22 estados brasileiros |
Não informado |
“Tivemos que rever várias coisas e, desde esse tempo, só temos evoluído, com muita persistência e dedicação. Aquele momento difícil nos deixou bem experientes e o foco no negócio faz hoje uma grande diferença, pois não existe mercadoà prova de crise.”, afirmou o empresário. Hoje a marca Greenish está em centenas de produtos e representações em vários estados brasileiros, além de ser exportada para o exterior, onde concorre, principalmente, com marcas asiáticas. Mas se engana quem pensa que o surfwear cearense sobrevive apenas dos pioneiros das décadas de 1980 e 1990. Muitos jovens empreendedores de Fortaleza continuam a apostar nesse mercado. Aos quinze anos, Paulo Alves, o “Paulinho” começou a trabalhar na fábrica de roupas íntimas do pai. Depois começou a fabricar, experimentalmente, camisas, que vendia aos amigos. Em 2003, aos dezoito, resolveu sair de casa e trilhar o seu próprio caminho no mercado da moda, apostando no público jovem e esportista, enquanto paralelamente cursava Administração de Empresas. Ainda na informalidade e trabalhando com terceirização a clientela dele foi crescendo. Até que em 2004 decidiu abrir oficialmente a Hot Side Indústria e Comércio de Confeções LTDA. A empresa hoje tem cerca de 70 colaboradores diretos e indiretos e se prepara para disputar o mercado local e nacional com as grandes marcas do segmento. Os cerca de 150 itens de seu mix já atingem até 22 estados, via representantes comerciais. Em entrevista ao site Ceará Surf, o proprietário da Hot Side disse acreditar que a razão principal para a rápida aceitação das marcas cearenses e nordestinas, como um todo, nas demais regiões do país,é o fato de que elas “são 100% nacionais, desde a criação até a fabricação. A maioria das marcas do Sudeste são franquias”, o que dificultaria, a essas últimas, criarem uma maior identidade com o público-alvo.

Falando a língua da "galera" sem esquecer do marketing avançado
Além de todas as razões já apontadas, há ainda outra característica do segmento surfwear que o torna extremamente promissor e competitivo: a comunicação. Poucos empreendedores são tão sintonizados com as novas ferramentas comunicativas, especialmente as relacionadas à internet quanto os que trabalham a moda surf. “Participamos ativamente em todas as redes sociais. Nosso novo site tem um perfil avançado de interatividade e além de recebermos feedback do mercado, fazemos promoções pelo Twitter, Orkut (onde temos uma comunidade com mais de 30.000 usuários). Nós informamos os resultados dos campeonatos do cotidiano do departamento de marketing e da fábrica no geral, em tempo real via tweets. Hoje me arrisco a dizer que a internet e as redes sociais são nossa principal ferramenta de comunicação”, entusiasma-se Daniel Bernardi, gerente de marketing da Maresia.
Já a Greenish pretende ampliar sua participação no mundo virtual, inclusive com aumento da parcela da verba destinada ao marketing para essa área. “A internet é uma ferramenta que proporciona infinitas possibilidades de comunicação e interação com as pessoas. Ficamos felizes quando encontramos comunidades espalhadas em sites de relacionamentos e vemos que nessas comunidades estão pessoas que sentem nossa energia. Essa comunicação com nosso público, que é o jovem focado nas coisas simples da vida, flui naturalmente e geralmente proporciona nossos momentos mais felizes”, revela Petrônio Tavares. A empresa também aposta na bandeira da ecologia e do consumo consciente. Esse compromisso está exposto no próprio site da empresa que destaca ser a preservação da natureza “um compromisso da marca, que está sempre buscando alternativas em matérias-primas e processos produtivos, visando produtos cada vez menos agressivos ao meio ambiente”.
Do lado da Pena, também há um planejamento avançado de comunicação e marketing, que inclui o relacionamento com parceiros comerciais e colaboradores. A empresa reserva para esse tipo de investimento 4% do faturamento. Nele estão incluídos gastos com patrocínios de atletas e eventos, ações nos pontos de venda, divulgação em outdoors e outros veículos publicitários. Além deles, estão os investimentos de baixíssimo custo em comunicação via internet (que incluem desde “malas-diretas” até a participação em redes sociais ou portais de notícias ligadas ao surf) e os mais estruturais em qualidade de vida e treinamento de colaboradores e parceiros. “Buscamos ter uma empresa o mais saudável possível. Nós estamos investindo muito na melhoria da qualidade de ventilação e em toda a estrutura para que as pessoas tenham mais conforto. A gente também realiza de dois em dois anos uma convenção com os nossos profissionais de venda, com os nossos representantes”, enumera “Pena”.
O surfista empreendedor sustenta ainda a necessidade da pesquisa em moda para que a empresa esteja adequada às novidades do mercado. “Nossos profissionais estão viajando pelo mundo todo: Estados Unidos, Europa, São Paulo...
Periodicamente essas viagens são feitas para nos atualizarmos. Porque a internet é importante, mas não pode ser a única fonte de pesquisa. Tem feiras importantes e em cada viagem que se faz trazemos subsídios que ajudam no desenvolvimento de cada coleção”, argumenta. O filósofo,
designer de estilo surf e street wear e professor do curso de Design de Moda da Faculdade Marista Católica do Ceará, endossa a preocupação de “Pena” com a necessidade da pesquisa. Ele lembra que “estamos vivendo em um universo jovem por excelência. A questão do entendimento deste consumidor é hoje considerada a grande vantagem competitiva entre as indústrias. Quanto mais você conhece o seu consumidor mais você tem a condição de acertar estrategicamente o lançamento do seu produto”.

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