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Destaque

Os 30 Cearenses Mais Influentes



No famoso Dicionário Aurélio o adjetivo Influente é definido como "quem influi ou exerce influência" e está associado a prestígio, reconhecimento e credibilidade.

Lustosa da Costa
Elogiado e premiado por seu talento literário, mas humilde diante da riqueza de sua carreira

Filho de Francisco Ferreira Costa e Maria Dolores Lustosa da Costa, paraibano de nascimento – mais precisamente na cidade de Cajazeiras, no dia 10 de setembro de 1938 – mas “sobralense em tempo integral”, como costuma definir, o jornalista e escritor Francisco José Lustosa da Costa construiu de fato sua vida profissional em Sobral – e por extensão, no Ceará.
Iniciou suas atividades jornalísticas em 1954 no Correio da Semana, já na chamada “Princesa do Norte”, e já tendo como foco a cobertura política. A propósito desse interesse pela vida pública, foi o deputado federal mais votado do Ceará, em 1966, concorrendo pelo MDB. Tem formação em Direito pela UFC e foi também professor de disciplinas ligadas à sociologia na própria universidade e no

 

Centro Educacional do Ceará.
Foi ainda procurador do IPASE e técnico em comunicação na Câmara dos Deputados e integrou os conselhos de Administração do Banco do Nordeste e da Teleceará. Conduziu também a edição dos jornais Correio do Ceará e Unitário, além de ter sido repórter do jornal O Estado de São Paulo e do Jornal da Tarde e colunista do Correio Braziliense.
Também trabalhou na antiga TV Ceará e na Ceará Rádio Clube – ambos pertencentes aos Diários Associados. Hoje é colunista do Diário do Nordeste. Seu talento com as palavras também se verificou nos quase trinta livros que publicou. Sua obra-prima é “Vida, paixão e morte de Etelvino Soares”, elogiado pelo antropólogo francês Claude-Lévi Strauss. Destaques ainda são os livros “Clero, nobreza e povo de Sobral” – publicado também em Portugal – e “Foi na seca do 1919”, além do livro de crônicas “Rache o Procópio”, premiado pelo Ideal Clube de Literatura de Sobral.
Seu talento literário e atuação na capital federal lhe valeram ainda o título de membro da Academia Brasiliense de Letras. Lustosa da Costa, no entanto, não se envaidece com tantos títulos e prefere dizer, bem humorado, que é “um milionário de amigos que ama o uísque no Ceará, o vinho na Europa e em Brasília, as mulheres em toda a parte”.