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Destaque

Os 30 Cearenses Mais Influentes



No famoso Dicionário Aurélio o adjetivo Influente é definido como "quem influi ou exerce influência" e está associado a prestígio, reconhecimento e credibilidade.

Flávio Paiva
Com essência múltipla, sua atuação perpassa áreas desde a literatura até o mundo empresarial

Roteirista, cantor, escritor, jornalista, assessor, compositor, poeta, engajado, muitas são as palavras que podem servir de sinônimo para Flávio Paiva. Nenhuma capaz de traduzi-lo em sua essência múltipla. Também muitas foram as obras legadas por ele, desde que veio para Fortaleza em 1976. CDs infantis e adultos, livro-reportagem, revistas alternativas e campanhas de consumo consciente foram algumas delas.
Nascido em Independência, no interior do Ceará, em 1959, Flávio Paiva é jornalista de formação. Já passou pelo O Povo, onde ficou entre 1985 e 2003. Escreve, desde 2005, como colunista do Diário do Nordeste. Paralelamente ao jornalismo – no qual já ganhou diversos prêmios – entrou no mundo da poesia em 1979, dos livros em 1982, dos HQs em

 

1983, da mobilização político-social em 1987, do mundo empresarial em 1988 – onde atua como Secretário Executivo de comunicação do tradicional grupo J. Macedo – da música em 1994 – onde criou o termo “Música Plural Brasileira” – das composições infantis em 1999 – três anos depois foi finalista do Prêmio Jabuti, justamente com o livro infantil “Flor de Maravilha” – e vem enveredando também de forma despretensiosa pela filosofia.
Como pensador atualizou o conceito de “Intelectual Orgânico”, de Gramsci, criando o de “Cidadão Orgânico”, que nas palavras do próprio Flávio Paiva, é “aquele que tem uma experiência autêntica, para com ela existir de forma integrada à natureza, independente de ser viajado ou não”. De opiniões fortes, prega o fim do “mito” do neoliberalismo, critica o que chama de alienação da “era Tasso” e a violência cultural contra as crianças.
Nesse sentido, lançou, em 2009, o livro “Eu era assim – Infância, Cultura e Consumismo”. Aliás, a temática da infância é uma das marcas mais fortes de seu trabalho nos diversos campos do saber. “Eu sempre trabalhei com a coisa da infância, mas na realidade... é com o lúdico. E o lúdico é do humano, não é só da criança. O lúdico vem da necessidade do jogo que existe no ser humano.”