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Destaque

Os 30 Cearenses Mais Influentes



No famoso Dicionário Aurélio o adjetivo Influente é definido como "quem influi ou exerce influência" e está associado a prestígio, reconhecimento e credibilidade.

Ciro Gomes
A veia política de quem faz parte da história do Ceará

Mesmo tendo nascido em Pindamonhangaba, São Paulo, em 6 de novembro de 1957, sua atuação política no estado, desde 1979, qualifica Ciro Ferreira Gomes como um dos cearenses mais influentes. Filho do ex-prefeito sobralense, José Euclides Ferreira Gomes e de Maria José Santos Ferreira Gomes, deputado federal, pelo PSB, Ciro Gomes nasceu destinado à política.
Sua família revelou ao estado nomes como o governador Cid e o deputado estadual Ivo, irmãos de Ciro, e o vice-prefeito de Fortaleza, Tin Gomes, primo dos três. Quem também deslanchou na política, foi a ex-esposa dele, a hoje senadora Patrícia Saboya, com a qual teve três filhos. Atualmente, é casado com a atriz Patrícia Pillar. Ciro Gomes começou sua vida profissional como advogado. Foi também professor de Direito da

 

Unifor e procurador da prefeitura de Sobral. Em 1982, filiou-se ao PDS e venceu as eleições para deputado estadual.
No ano seguinte filiou-se ao PMDB e por esse partido se reelegeu em 1986. Logo em seguida tornou-se líder do governo Tasso Jereissati no Legislativo. E pouco depois migrou para o recém-fundado PSDB, em 1988. No fim daquele mesmo ano, elegeu-se prefeito de Fortaleza. Em 1989, apoiou Mário Covas, no primeiro turno, e o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo. Ao fim do primeiro mandato de Tasso, em 1990, candidatou-se e saiu vitorioso na disputa pela sucessão ao governo estadual.
Em setembro de 1994, assume o Ministério da Fazenda no governo Itamar. Conduzindo com sucesso a política de consolidação do Plano Real, passou a ganhar destaque nacional e se credenciou para disputar as eleições presidenciais de 1998. Antes disso, foi estudar no exterior e, na volta, rompeu com o PSDB e ingressou no PPS. Dois anos depois, Ciro concorreu à presidência, mas ficou atrás de FHC e de Lula. Concorreu novamente em 2002, terminando na quarta posição.
No segundo turno apoiou Lula contra José Serra. Com a vitória de Lula, é indicado para o Ministério da Integração Nacional. Mas em poucos meses, o presidente do PPS, Roberto Freire, rompeu com o novo governo. Ciro se manteve ao lado de Lula, deixou a sigla e se filiou ao PSB. Em 2006, Ciro decidiu disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Foi o mais bem votado no estado e com 16% dos votos cearenses. Paralelamente, apoiou a campanha de seu irmão Cid ao governo do Ceará e a reeleição de Lula. Em 2008, apoiou a candidatura da ex-esposa Patrícia Saboya, do PDT, à prefeitura de Fortaleza.
Se credenciou para a disputa à presidência, mas acabou sendo rifado da campanha pelo próprio partido, no dia 27 de abril deste ano. Sobre as eleições de 2010 declarou: “Meu entusiasmo, e o nível de meu modesto engajamento (...) irão depender do encaminhamento, pelo partido, de minhas preocupações com o Brasil, com nossa falta de um projeto estratégico de futuro, com a deterioração ética generalizada de nossa prática política, com a potencial e precoce esclerose de nossa democracia”.