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Comportamento
O Sonho de Estudar no Exterior
Em 2006, foram mais de 85 mil brasileiros em busca de um curso no exterior, um número que só tende a crescer. O leque de cursos vai do High-School (espécie de colegial) ao Mestrado, Doutorado e MBA

Morar no exterior é o sonho de muita gente. Em especial, a vontade é da maioria dos jovens que têm sede de aventura e mais coragem para encarar novos desafios e dificuldades. Em busca desse tipo de experiência, estudantes das mais variadas idades procuram cursos e intercâmbios para fora do país. Dois meses, um semestre, um ano. Seja qual for a duração da viagem, o desejo de partir é o mesmo. Que estudante não tem vontade de morar sozinho por um tempo, em outro país, sentindo o gosto de liberdade e independência que, por algumas vezes, os pais não permitem? Se tiver a oportunidade, que jovem não gostaria de conviver com pessoas diferentes, conhecer novas culturas e lugares, aprender um idioma, além de achar, por um determinado período, que é dono de sua vida e que o fato de cozinhar, administrar o dinheiro mandado pelos pais (ou fruto de algum trabalho) o engrandece, valoriza, sendo estas experiências para toda a vida?
O número de estudantes em busca de aprendizado e moradia em outro país é crescente no Brasil. Em 2006, foram mais de 85 mil brasileiros em busca de um curso no exterior. Diversas opções de cursos são oferecidas para quem quer colocar o pé na estrada, como por exemplo, o High-School (espécie de colegial brasileiro), curso de idiomas, cursos universitários, cursos técnicos e estágios, trabalho remunerado no exterior (Work Experience), cursos de verão, cursos de extensão, Mestrado, Doutorado e MBA.


A segunda razão para o aumento da procura das faculdades estrangeiras é a própria globalização do mercado de trabalho. A principal vantagem de estudar em uma boa universidade fora do país é conseguir o que os especialistas chamam de empregabilidade global. A coordenadora de assuntos internacionais da Universidade Federal do Ceará (UFC), Maria Elias Soares, acredita que, quando esses jovens retornam, vêm com um currículo escolar muito bom, o que é importante para o mercado de trabalho. “Muitos acabam voltando ao exterior para fazer mestrados”, afirma. As inscrições são semestrais, pois o período de aulas em outros países começa em setembro e em fevereiro. “Para o segundo semestre, já temos 47 inscritos, sendo 20 destes com destino à Espanha”, afirma. Os cursos que mais viajam pela UFC são Arquitetura, Engenharia e Comunicação Social, e os países mais freqüentes são Portugal e Espanha, mas a França, a Alemanha e a Argentina também fazem parte do intercâmbio da Universidade. “O estudante fica mais solicitado e pode encontrar um emprego em qualquer lugar do mundo”, explica a coordenadora.
É o exemplo do estudante de Engenharia Civil da UFC, Yuri Vieira, 25 anos, que foi para a Universidade do Porto, em Portugal, no segundo semestre de 2007. Durante os cinco meses que morou lá, ele relembra as 21 cidades que conheceu, entre os 10 países que visitou, e que chegou a passar dois dias em um aeroporto de Londres para não pagar estadia. “Eu resolvi não trabalhar por lá, porque tinha pouco tempo e queria aproveitar para viajar”, recorda. Antes de viajar, Yuri diz que não escapou da insegurança de ir sozinho a um lugar desconhecido, fato que ele soube contornar com o passar do tempo. “Mas quando você chega lá, começa a ver que gente é gente em todo o lugar do mundo! Todo mundo da mesma raça. Conversando a gente se entende”, assegura.
É depois da viagem que esses jovens terão outra visão de mundo e alguns até escolhem não voltar à realidade brasileira, estendendo o período por um prazo indeterminado. Assim aconteceu com Gabriel Chacon, 25 anos e há três vivendo na França. Tudo começou quando o estudante de Administração se interessou pelo intercâmbio estudantil ofertado pela universidade em que estudava, a UFC. Sua vida profissional cresceu tanto pelo Velho Mundo que ele decidiu ficar de vez por lá. “Comecei dando aulas particulares de português e em laboratórios de administração, curso que estudava. Depois, surgiu a oportunidade de estagiar em um banco de Paris”, diz o cearense que também cursa a graduação em Gestão de Operações dos Mercados Financeiros, em Lyon, e namora uma francesa, com quem divide o apartamento na capital mais romântica do mundo. Gabriel diz que o calor humano é mais forte no Brasil e que, depois que viajou, ajuda nas tarefas domésticas. “O homem no Brasil, pelo menos no Ceará, não ajuda muito”, assegura.

Festa e aula
Pessoas de diferentes lugares e nacionalidades se conhecem durante o processo de intercâmbio. Cláudia, Bianca, Altemar, Patrícia e Marcelo dificilmente se veriam pelo simples fato de não morarem na mesma cidade. A história mudou quando fizeram uma viagem, em 2006, para Salamanca, na Espanha, e acabaram se encontrando em festas e bares da cidade, já que estavam ali por motivos universitários distintos, entre curso de línguas, intercâmbio universitário e Doutorado. A psicóloga Cláudia Caltabiano, 26 anos, é uma paulista de Guaratinguetá e foi à Salamanca em busca do sonho de Doutorado em Psicanálise. Após conseguir a bolsa, a futura doutora logo procurou um trabalho em um bar para custear as despesas, onde trabalha de quinta-feira a sábado, ganhando de seis a oito euros por cada hora de trabalho, que chega a durar oito horas. Mas a carga pode diminuir quando os alunos estão em período de provas e a cidade silencia pela noite. Salamanca é tipicamente universitária e os estudantes se revezam entre as baladas sete dias por semana e o ensino bem mais exigente do que o brasileiro. Cláudia afirma que só volta ao Brasil se tiver uma oportunidade de trabalho muito boa. “Vou mandar meu currículo para as universidades do Nordeste. Tem a parte burocrática, pois para ensinar no Brasil tenho que homologar meu título de doutora obtido aqui. Isso leva muito tempo e dinheiro. Sei que trabalhar aqui também é muito complicado, porque as pessoas têm preconceito com os latinos”, afirma a estudante, que parte para um assunto delicado, mas predominante em algumas mentes estrangeiras. “Se têm espanhóis que estudam o que eu estudo, por que escolheriam uma brasileira? Ainda mais que Psicologia é saúde, eles não confiam em latino”, acredita, concluindo que isso é motivado pelo índice crescente de assaltos e violência em terras espanholas, e a culpa vai para os imigrantes de países subdesenvolvidos. “Cansei do jeitinho brasileiro. Muita gente vem para cá e fica na malandragem, na ilegalidade”, completa.
O ensino do Brasil é, por vezes, inferior ao oferecido no exterior. Muitas áreas de estudo são mais elaboradas na Europa e nos Estados Unidos, o que leva muitos estudantes a passarem uma temporada nesses lugares. Vale ressaltar que o conceito de universidade no Brasil perdeu pontos, causado pela superlotação de instituições de ensino espalhadas pelo país. Em 10 anos, o número de instituições de ensino superior quase triplicou. Em 1995, eram 894, passando para 2.165 em 2005. A vantagem é que dessas, mais de 200 já têm convênio com universidades estrangeiras. O intercâmbio universitário, que já vem se transformando em costume para os jovens de classe média no Brasil, é denominado de graduação-sanduíche: graduação no Brasil com uma experiência internacional no meio. Alguns especialistas afirmam que esse tipo de graduação faz mais diferença do que uma graduação completa no exterior, pois o estudante perde contato com o mercado de trabalho. Além disso, a experiência internacional é um fator importante, mas não é tudo no currículo do formando, até porque alguns cursos não são validados no Brasil, como Direito e Medicina. Cabe ao estudante decidir se quer fazer carreira internacional ou começar o curso do zero.
Alguns estudantes sentem a diferença do ensino bem mais rigoroso dessas instituições, comparando com o Brasil. Segundo Yuri Vieira, “As aulas são mais puxadas, exigem uma concentração maior. Além disso, aqui eles não fazem chamada. Assiste à aula quem quer, porque eles têm a consciência de que é importante”, reflete. Mas, superadas as dificuldades, a experiência de estudo em uma instituição no exterior contribui para criar uma cultura empreendedora no Brasil.
Foi em Salamanca que Cláudia conheceu o publicitário e estudante de turismo Altemar Pessoa, um cearense de 23 anos. Ele passou uma temporada na cidade após concluir o curso de Publicidade. “Eu queria expandir meus conhecimentos, aprender o idioma, conhecer pessoas e culturas diferentes”, afirma o estudante que ficou na cidade espanhola durante o segundo semestre de 2006 e desde novembro de 2007 está em Vancouver, no Canadá. Dessa vez, para aprimorar o inglês, “tão necessário para o curso que quero terminar e me dedicar quando voltar ao Brasil. Ainda pretendo fazer um mestrado ou doutorado, mas não escolhi a cidade”, relata o rapaz que retorna às terras tupiniquins no dia 11 de junho de 2008.

Sobre o visto
Segundo Cláudia Mazzetto, atendente da agência de viagens STB (Student Travel Bureau) em Fortaleza, o Canadá é o país mais procurado para curso de línguas, entre jovens de 19 a 23 anos, por oferecer preços mais acessíveis. A STB tem mais de 50 filiais no Brasil, e Fortaleza está entre as cinco cidades que mais enviam estudantes para o exterior. Segundo a gerente da loja de Fortaleza, Nádia Uchôa, mais de 500 pessoas vão estudar e trabalhar através dos programas da agência. No Canadá, um curso de um mês, com acomodação em casa de família, mas sem a passagem, sai por US$ 2 mil dólares. Por seis meses, nas mesmas condições, o estudante paga US$ 8 mil dólares. Ela afirma que, ainda que mais procurado, o Canadá está impondo barreiras burocráticas para quem vai tirar o visto. “Todos os países têm suas observações para o visto, mas o Canadá está meio relutante. Em dois meses, quatro clientes da agência tiveram seus vistos negados”, relata. Entre as condições para o visto de estudante, independentemente do país, é necessário apresentar uma cópia do imposto de renda, mostrando que têm condições para viver em outro país e ter um seguro saúde internacional. No começo de 2008, o Brasil enfrentou problemas diplomáticos com a Espanha, pois dois estudantes que iriam apresentar trabalhos científicos em uma universidade de Portugal foram barrados.
Por sorte, a veterinária pernambucana Bianca de Paula não enfrentou problemas com a imigração. Depois de terminado o curso de Veterinária, a estudante de 24 anos foi para a Espanha para aprender espanhol. O detalhe é que ela estava com um visto de turista (válido apenas por três meses) e acabou se estendendo no país por quase um ano. As táticas que ela usou são muito comuns para quem quer passar mais tempo do que o visto permite. “Fui duas vezes ao Marrocos, uma à Londres e outra à Suíça, para ganhar mais três meses em cada ida”, admite. Isso acontece porque o Marrocos fica na África, fora da União Européia. No caso de Londres e da Suíça, apesar de estarem no continente europeu, são países peculiares, com moeda e políticas próprias, o que os difere das demais localizações da Europa. Bianca voltou ao Brasil em setembro de 2007 para preparar a documentação necessária e dessa vez tirar o visto de estudante para concluir a especialização em “Cirurgia em Animais de Pequeno e Médio Portes”, que começou em outubro de 2007, em Córdoba, na Espanha. Entre os planos da estudante está uma temporada como voluntária na cidade africana Serra Leoa e, por isso, ainda não decidiu a data de regresso. Ela acredita que todas as experiências no exterior farão muita diferença em seu currículo. “Sou apaixonada pela minha profissão e antes mesmo de voltar à Espanha, havia recebido propostas de trabalho”, diz.

Hospedagem em casa
Apesar de passar um ano e meio no país, o brasiliense Marcelo Braga, 25 anos, acredita que a experiência não o afetou. “Vai influenciar em como o outro me vê, não em como me vejo”, afirma. Ele diz que aproveitou a oportunidade de fazer três semestres de Direito na Universidad de Salamanca sem se distanciar da família, pois seu pai foi concluir um curso de Doutorado. Marcelo está no décimo semestre de Direito e passou em um concurso para Técnico da Caixa. “Estar trabalhando influencia muito mais. As pessoas pensam que passar um tempo fora é uma experiência alienígena. Não influenciou na minha vida, continuo o mesmo vida-boa de sempre”, brinca.
Diferente do que opina Marcelo, a estudante de Psicologia Patrícia Saraiva, 23 anos, diz que essa experiência foi grandiosa. Ela se reveza entre as aulas na universidade e a loja que tem em um shopping de Fortaleza. “Tenho muitos clientes estrangeiros e eles valorizam isso (saber outros idiomas), coisa que em Fortaleza é difícil”, acredita. Ela diz que se empolgou quando alguns amigos fizeram o intercâmbio universitário e aproveitou que seu namorado na época também iria para a Espanha, mas para outra cidade. “Administramos bem o namoro. Fizemos muitas viagens juntos e a cidade dele (Oviedo) ficava pertinho, a quatro horas de Salamanca”, conclui. Ela conta que passou alguma dificuldades no começo. “Eu ia com uma amiga, mas ela teve um problema sério de saúde e teve que se submeter a uma cirurgia. Então cheguei à Espanha sozinha sem conhecer ninguém, com um telefone de uma pessoa que havia morado com uma conhecida minha aqui do Brasil lá em Salamanca”, diz. Ela foi apresentada a pessoas que não quiseram dividir apartamento com ela, e os primeiros dias se tornaram difíceis na tentativa de encontrar moradia com preço acessível. “Mas os acontecimentos vieram em meu favor, e passei a morar num apê com mais cinco pessoas desconhecidas e que hoje são muito especiais na minha vida”, relembra emocionada. Patrícia conta que a volta ao Brasil não foi fácil. “Eu queria ficar mais, tenho muitas saudades e espero voltar logo”, comenta.
As pessoas que vão para o exterior podem optar por ficar em casa de família ou não, vai depender do interesse do estudante. Nádia afirma que se existe algum conflito entre a família que abriga e o aluno, a própria escola intervém e o jovem pode mudar de acomodação. “As acomodações são mais procuradas pelos mais novos, pelas pessoas que vão fazer um semestre ou um ano de colégio fora”, discorre. Os universitários procuram apartamentos para dividir com outros estudantes, e Bianca de Paula dá a dica para quem quer achar um lugar de qualidade para viver: “Tem que procurar muito bem, ver se o lugar é bem localizado, os custos que o apartamento vai gerar, porque é imprescindível que o aquecimento seja central, pois é mais barato. É importante procurar morar com nacionalidades distintas, para aprender idiomas”.

Nadia Uchôa da STB afirma que, depois do Canadá, os destinos mais viajados são Estados Unidos, Espanha, França e Inglaterra. Muitas pessoas vão para a Austrália também, como é o caso do estudante de Publicidade Renan Nogueira, 23. Em setembro de 2006, o cearense aproveitou a oportunidade de realizar um antigo sonho e decidiu ir para Brisbane, na Austrália. Ele passou por situações controversas ao morar em uma casa de família vegetariana, mas logo se mudou para um apartamento e passou a dividi-lo com mexicanos, brasileiros e coreanos. Hoje, ele coleciona amizades multicontinentais. “Fiz amigos de Zimbabue, Coréia do Sul, França, Zâmbia, Japão, Tailândia, México, Colômbia. Pessoas incríveis”, lembra o estudante.
Como tantos que vão morar fora, Renan chegou a trabalhar como cleaner, limpando banheiros de prédios executivos de alto luxo. No Porto, trabalhou carregando malas para um navio que fazia cruzeiro e também como ajudante de cozinha. Ele conciliava as aulas com as viagens, trabalhos e divertimento. Renan relembra alguns momentos que passou pela Austrália. “Três momentos inesquecíveis foram passar o Reveillon em Sydney, assistir ao Australian Open e conseguir, na hora do show, dois ingressos de graça para ver U2”. O estudante pensou em ficar mais tempo, mas decidiu voltar para terminar a faculdade, rever amigos e família. “O bom é que a personalidade muda consideravelmente, você se torna uma pessoa diferente e passa a ter novos valores e sonhos. Posso dizer que expandi muito a idéia de convívio com outras pessoas, muitas vezes diferentes de mim. Hoje, tenho uma visão de mundo um pouco menos distorcida e acho que isso me tornou uma pessoa melhor”, conclui.
Casos inversos também acontecem. O economista inglês Matthew O´Connor, 30 anos, veio pela primeira vez ao Brasil em 1999, pois seu curso na Inglaterra exige que os alunos tenham pelo menos um ano de experiência fora do país. Por ser filho de chilena e já ter morado na Costa Rica, ele optou pelo Brasil. Matthew já havia passado um semestre em Portugal, e conhecia um pouco o idioma. “Não sabia muito do Brasil nem conhecia nenhum brasileiro, na verdade, quando passei um semestre em Portugal, fiquei preocupado se os brasileiros eram pouco amistosos como os portugueses que conheci. Mas percebi logo que as semelhanças entre o povo Português e o Brasileiro é só o idioma mesmo”, afirma. Ele acredita que a Bolsa Alfa – que interliga países da América Latina com os da Europa – veio em boa hora, pois havia apenas uma bolsa e ele era o único que sabia falar português. “A bolsa me levou para a PUC de Minas Gerais para estudar economia durante um semestre e passar o 2º semestre pesquisando para fazer minha monografia”. Matthew ainda diz que a experiência o fez aprender mais sobre a economia do país, além de aperfeiçoar o idioma e conhecer pessoas diferentes. Em 2007, o inglês voltou ao Brasil, dessa vez para ser professor de uma universidade de Recife. Ele afirma que, quando foi embora, já pensava em voltar, mas com boas condições de salário. Trabalhou durante seis anos em um banco na Inglaterra, mas “o custo de vida é tanto no Reino Unido que se você vai fazer um trabalho ‘interessante’ o salário não compensa”, relata. Enquanto aguarda os procedimentos legais para começar a lecionar, ele se vira ensinando inglês em um conceituado curso de Recife, além de trabalhos de tradução e interpretação consecutiva.
O caso de Matthew é comum entre algumas pessoas que estudam através de bolsas. No Brasil, isso é possível geralmente através de universidades federais. A UFC, por exemplo, isenta os alunos das taxas exteriores, pois querem cumprir com os trâmites locais. Já a Universidade de Fortaleza (Unifor), particular, tem convênio com algumas universidades estrangeiras e concede bolsas de estudos para alunos que estão perto de concluir o curso e que tenham a média global mais elevada. O ensino brasileiro ainda é deficiente se comparado a universidades de outros países. Entre as 200 melhores do mundo, estão a Universidade de São Paulo, em 175º lugar e a Universidade de Campinas, em 177º lugar. Talvez por isso muitas pessoas procurem não apenas complementar seus estudos (mestrado, doutorado), mas terminar a graduação no exterior.
Sites como o www.universia.com.br oferecem dicas e opções de bolsas de estudo no exterior. Entre os países que figuram, estão a China, a Austrália, a Espanha, o México e Portugal. Algumas instituições, como a Unesco, também oferecem programas de bolsas de estudo, disponíveis no site www.unesco.org.br.
Os que já foram já sabem da experiência relevante que tiveram e abrem espaço para aqueles que pretendem ir. Segundo Nádia Uchôa e Maria Elias, o número de viajantes estudantis só tende a aumentar, pois significa um diferencial no currículo para o mercado de trabalho e para a vida. Quem se prepara para ir à Espanha em setembro é a estudante do quinto semestre de Direito, Natália Dantas, 20 anos. Ela apresenta as mesmas empolgantes expectativas que os já viajados tiveram. “Quero conhecer a Europa, estudar um pouco, aprender espanhol, conhecer gente nova.”, afirma, fazendo coro com aqueles que têm a mesma pretensão e acabam acarretando uma bagagem bem maior que aquela usada para levar roupas e assessórios nos “mochilões”: experiência de vida, novos olhares e uma mente cheia de inovações e aprendizados.

Serviços.
Para mais informações pode-se recorrer às universidades, consulados e agências, para ter embasamento acerca de cursos no exterior.

Universidade Federal do Ceará
Coordenadoria de Assuntos Internacionais. Av. da Universidade, 2853, Benfica, CEP 60020-181, Fortaleza, Ceará, Brasil  Fone: +55 (85) 3366.7336 - Fax: +55 (85) 3366.7334 • e-mail: inter@ufc.br

Universidade de Fortaleza

Assessoria para Assuntos Internacionais. Prédio da Reitoria,
1º andar. Horário de atendimento: das 8h às 11h e das 14h às 17h
Fone: + 55 (85) 3477.3127 -
Fax: + 55 (85) 3477.3064
e-mails: intercambio@unifor.br e international@unifor.br

Agência de intercâmbio STB — Student Travel Bureau. Fortaleza

Av. Barão de Studart, 1501, Lojas
Fone: +55 (85) 3264.0055

Consulado do Canadá em Brasília
SES, Av. das Nações, Quadra 803, Lote 16. 70410-900 Brasília DF
Horário de Expediente: Segunda-feira a quinta-feira: das 8h30 às 13h e das 14h às 17h30 - Sexta-feira: das 8h30 às 14h • Fone: + 55 (61) 3424.5400 - Fax: + 55 (61) 3424.5490
e-mails: Geral:brsla@international.gc.ca - Serviço Consular: brsla-cs@international.gc.ca

Consulado Honorário da França Fortaleza
Rua João Cordeiro, 831 - Praia de Iracema CEP 60110-300 Fortaleza - CE  Fone/fax: +55 (85) 3226-3470

Consulado Geral da Austrália em São Paulo
Endereço: Alameda Santos, 700 - 9º andar, cj. 92 CEP. 01418-100 - São Paulo - SP – Brasil  Fone: +55 (11) 2112.6200 - Fax. +55 (11) 3171.2889 • Email. consular.saopaulo@austrade.gov.au

Embaixada Britânica em Brasília - DF
Setor de Embaixadas Sul Quadra 801, Lote 8 CEP 70408-900  Fone: +55 (61) 3329-2300 - Fax: +55 (61) 3329-2369

Consulado dos Estados Unidos em Recife
Rua Goncalves Maia, 163 Bairro Boa Vista Recife, PE - 50.070-060
Fone: +55 (81) 3416-3050 -
Fax: +55 (81) 3231-1906
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