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Política
Eleições 2008
Moroni lidera corrida eleitoral  
Pesquisa Zaytec-Fale! mostra que a disputa eleitoral pela Prefeitura de Fortaleza coloca o candidato Moroni, da coligação “Nós Vamos Fazer”, em primeiro lugar, com 30,1% das intenções voto na estimulada, seguido pela prefeita Luizianne Lins, candidata à reeleição, com 27,5% das intenções de voto e Patrícia Saboya, com 20,2%.
Por Sara Lucena

O candidato Moroni Torgan (DEM) lidera, com 30,1%, a pesquisa de intenção de voto na corrida sucessória à Prefeitura de Fortaleza. A prefeita Luizianne Lins (PT), candidata à reeleição, teve 27,5%, seguida por Patrícia Saboya (PDT), com 20,2%.
A pesquisa foi contratada pela revista Fale! e aplicada pelo Instituo Zaytec Brasil nos dias 18, 19 e 20 de julho de 2008.
A mesma pesquisa indicou a porcentagem de rejeição dos candidatos. A pergunta para apurar a rejeição é esta: “Não votaria nele(a) de jeito nenhum para prefeito(a) de Fortaleza”. A maior rejeição é à prefeita Luizianne Lins, que aparece em primeiro lugar, com o índice de 45,4% de eleitores que não votariam nela de jeito nenhum. Moroni teve 30% de rejeição, e Patrícia Saboya 28%. Os três candidatos mantêm uma disputa acirrada, uma vez que a pesquisa indica que eles são os mais conhecidos pela população, com pequenas diferenças de votos. Apenas 2,5% não votaria em Luizianne, por não conhecê-la o suficiente para isto; 3,9% não elegeria Moroni e 9,3% não votaria em Patrícia pelo mesmo motivo.
Além da pesquisa estimulada e de rejeição, existe a amostra espontânea, quando o entrevistado revela o seu voto sem ajuda de uma lista com os nomes dos mesmos. Nesta, o nome de Luizianne Lins aparece em primeiro lugar, com 19,7%. Moroni aparece com 15,3% da intenção de votos espontâneos e Patrícia Saboya com 11,6%. Na pesquisa espontânea, 45,5% dos entrevistados não definiram em quem votarão.
Em uma das fases da análise, 27,3% disseram que, sem dúvidas, votariam em Moroni; 26,7% em Luizianne e 18,6% em Patrícia.
A pesquisa foi realizada durante os dias 18,19 e 20 de julho, em 79 bairros da capital cearense, o que corresponde a 67,5% do total da cidade. A margem de erro é estipulada em 3,44%, com 95% de segurança. 813 entrevistas foram feitas no período. A empresa responsável pela análise levou em consideração o gênero, o grupo de idade (de 16 a 60 anos ou mais), o nível de escolaridade, a renda e o local de moradia. Inseriu-se também a formação aleatória do painel de amostras e as proporções das quotas, estabelecidas de acordo com o Censo Demográfico 2000 e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - Cadastro de Eleitores.






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Conheça a metodologia da pesquisa
Este relatório apresenta os resultados de uma pesquisa realizada no município de Fortaleza, Ceará, com o objetivo de levantar opiniões relacionadas com os aspectos políticos.
Metodologia: Realização de pesquisa quantitativa com aplicação direta de questionários estruturados junto a uma amostra representativa do universo.
Período da Coleta de Campo: Dias 18, 19 e 20 de julho de 2008.
Plano Amostral, Universo Pesquisado: Eleitores que residem e votam no município.
Local da Pesquisa: Município de Fortaleza. Variáveis Submetidas à Divisão Proporcional da Amostra:
Sexo: Masculino e Feminino. Grupos de Idade: De 16 a 24 anos; 25 a 34 anos, 35 a 44 anos, 45 a 59 anos e 60 anos ou mais.
Grau de instrução: Até 4ª série do ensino fundamental; De 5ª a 8ª série do ensino fundamental; ensino médio completo ou incompleto, ensino superior completo ou incompleto.
Renda Familiar: Até R$ 415,00 (até 1 SM); de R$ 416,00 a R$ 830,00 (Mais de 1 a 2 SM); de R$ 831,00 a R$ 2.075,00 (Mais de 2 a 5 SM); de R$ 2.076,00 a R$ 4.150,00 (Mais de 5 a 10 SM); Mais de R$ 4.150,00 (Mais de 10 SM)

Procedimentos para a Escolha dos Bairros
Distribuição Geográfica. Distribuiu-se a amostra por localidades, em função do tamanho da população residente nos bairros. Para selecionar os bairros, procedeu-se da seguinte forma: aqueles com mais de 15 mil residentes foram incluídos no painel com probabilidade 1 (um). Os demais foram aleatoriamente selecionados. No total, foram relacionados 79 bairros, ou seja, o equivalente a 67,5% do total que existe na cidade de Fortaleza.
Parâmetros Determinantes da Amostra
A margem de erro projetada é de 3,44 pontos percentuais, para um nível de confiança estimado de 95% e uma variância máxima da ordem de 0,25, decorrente da aplicação de uma proporção de valor de 50,00%. Amostra de 813 entrevistas individuais e domiciliares, feitas por meio de um instrumento de coleta de dados.

Rejeição e pesquisa espontânea.
Um dos indicadores mais importantes da pesquisa de intenção de voto é o item rejeição, que mede a decisão do eleitor de não votar no candidato ou candidata de jeito nenhum. Na pesquisa Zaitec-Fale!, o maior percentual de rejeição cabe à prefeita Luizianne Lins, com 45,4%. Esse percentual é, diretamente, um reflexo da insatisfação com a administração da prefeita.
Na segunda posição de rejeição, aparece o candidato Moroni Torgan, com 30,0%, seguido pela candidata Patricia Saboya, com 28,0%.
Um indicador de grande mobilidade aparece na pesquisa espontânea, aquela onde o entrevistador faz uma pergunta aberta ao eleitor, sem nenhuma sugestão de nomes. Aqui, o maior percentual — uma regra em todo início do processor eleitoral — é daqueles que não sabem ainda em quem votar ou não responderam: 45,4% dos eleitores.
De qualquer modo, o percentual mais importante na pesquisa é o estimulado, considerando que, na eleição, o processo é estimulado.

Para entender o processo.

PESQUISA ESPONTÂNEA
. Nas pesquisas de opinião, são necessárias três etapas principais: a formulação do questionário, a amostragem e o trabalho de campo. No período de eleições, alguns tipos de pesquisas de opinião são mais utilizados, entre eles, a pesquisa espontânea e a pesquisa estimulada. Também é rotineira, no período que antecede as eleições, a divulgação de índices de rejeição.
A pesquisa espontânea é geralmente a primeira a ser realizada no período de eleições. A pergunta do questionário consiste em saber qual o candidato que o entrevistado vai votar. A amostragem dessa pesquisa é um número, escolhido previamente, de pessoas capazes de votar, e o trabalho de campo é feito por um grupo de pesquisadores. Essa pesquisa tem como objetivo saber como está o volume ou a massificação do nome do candidato, ou seja, o resultado da pesquisa espontânea, para o candidato, informa como está a intensidade da campanha e, para a população, informa qual o candidato que, naquele momento, é o mais lembrado ou tem mais intenção de voto.

PESQUISA ESTIMULADA. A pesquisa estimulada é a pesquisa eleitoral propriamente dita. O resultado revela o desempenho dos candidatos e se aproxima mais do possível resultado da eleição. Essa pesquisa tem duas das três etapas necessárias para a realização de uma pesquisa de opinião iguais as da pesquisa espontânea. São elas: a amostragem, que é um número definido de eleitores, e o trabalho de campo. A diferença entre as duas pesquisas está no questionário. Na pergunta feita ao eleitor, são apresentados os nomes dos candidatos que estão disputando as eleições, por isso, é denominada pesquisa estimulada. O eleitor tem as opções dos nomes dos candidatos e, dentre eles, deve responder em qual deve votar. Esse tipo de pesquisa é a pesquisa eleitoral propriamente dita e o resultado constata o desempenho dos candidatos.

REJEIÇÃO.
A pesquisa de rejeição segue os princípios da pesquisa estimulada. Tem uma amostragem de eleitores que são abordados por pesquisadores e o questionamento feito é qual o candidato que o eleitor não votaria de jeito nenhum. Desse modo, o resultado aponta os candidatos que têm pouca preferência entre o grupo de eleitores pesquisado.
Já o índice de rejeição estatísticamente é obtido somando as abstenções, votos brancos e nulos e dividindo pelo total de eleitores.

Gráficos Moroni Luizianne Patrícia
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