Uma Fortaleza bem cuidada, com o zelo com que se cuida da mulher amada ou das filhinhas na primeira infância e em todas as infâncias. Essa cidade ideal se traduz agora nos vários depoimentos motivados pelo acirramento do processo eleitoral na cidade. Há uma vontade de mudança, e as esperanças se renovam. O agente dessa mudança é o eleitor. É ele quem tem o poder de remover o que está aí, ou, se for do seu entendimento, manter o modelo de gestão atual, liderado pela prefeita Luzianne Lins. A prefeita não tem feito uma auto-crítica de sua gestão. Seu slogan de campanha em 2004, A Fortaleza Bela, continua sendo repetido, mas o ato retórico não saiu do papel. Uma pena que a Fortaleza Bela seja uma Fortaleza do imaginário dela. Por isso, a pesquisa Zaitec-Fale! mostra um percentual de rejeição bastante alto à continuidade da prefeita Luizianne Lins no comando da gestão municipal em Fortaleza. Sua principal oponente mulher, a senadora Patrícia Saboya, assevera que falar em gestão referindo-se à cidade de Fortaleza é errado. “A cidade não tem gestão.”
A pesquisa Zaitec coloca o candidato Moroni Torgan, da coligação “Nós Vamos Fazer” em primeiro lugar, na intenção de voto estimulada. E intenção de voto estimulada é o que vale na eleição. Na verdade, a eleição é estimulada. Todos os grandes veículos, jornais e televisão priorizam a divulgação da intenção de voto estimulada. Daí, causará espanto quando um ou outro veículo jogar um balde de água fria na divulgação de alguma pesquisa priorizando a divulgação da intenção de voto espontânea. Equivale a um nariz de cera, expressão que no jornalismo se refere a esfriar a notícia, diluindo o lead. A Fale! prioriza a estimulada e destaca, nesta edição, a rejeição — o maior desafio para a estratégia de campanha.
Claramente, a preço de hoje, o eleitor almeja por mudanças.

LIXO. Na ausência de política que estimule a coleta seletiva, o lixo é um problema recorrente na cidade de Fortaleza
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