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Seminário discute Revalidação de diplomas

Reconhecimento de estudos, revalidação de diplomas emitidos em países estrangeiros, harmonização curricular, regulamentações profissionais convergentes e garantia da qualidade educacional foram temas recorrentes nos profícuos debates do Seminário Internacional Educação Superior e Técnico-Profissional na América Latina, realizado em agosto, no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Mais de 400 pessoas, entre parlamentares, gestores públicos e privados, educadores e profissionais de Instituições de educação de todo o País, estiveram presentes ao evento que abriu a edição 2009, do Ciclo de Seminários Internacionais. Promovido pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, com a participação da Comissão de Educação e Cultura, também da Câmara, o evento contou ainda com a parceria do Sistema Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC/SESC/SENAC, e o apoio do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. O Dr. Luiz Gil Siuffo, vice-presidente da CNC, ressaltou os impactos da globalização econômica para o mercado de trabalho no Setor Comércio e informou aos presentes que o Setor, segundo pesquisa do IBGE, em cinco anos (de 2003 a 2007) registrou nada menos do que 2,4 milhões de empregos formais no País, considerados aí apenas três subsetores econômicos do Comércio: o varejo, o atacado e o segmento automotivo. Soma-se a esse número o do turismo onde outros dois milhões de profissionais trabalham. “O Comércio é um setor de mão-de-obra intensiva e vivencia, de forma direta, a queda das fronteiras comerciais. Portanto a questão do livre trânsito de profissionais é motivo de atenção especial para nós”, reforçou Siuffo.

Acreditação de Cursos Universitários para o MERCOSUL
O diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Paulo Roberto Wollinger, informou durante o Seminário Internacional Educação Superior e Técnico-Profissional na América Latina que, em junho de 2008, o Brasil assinou um acordo que prevê a avaliação conjunta de cursos – o Sistema de Acreditação Regional de Cursos Universitários para o MERCOSUL. Até 2010, o sistema estará atendendo a avaliação dos cursos de arquitetura, agronomia, veterinária, enfermagem, engenharia, medicina e odontologia.
E uma das palestrantes do evento, Marjolein van der Heul, avaliadora do Departamento de Reconhecimento Internacional da Organização Holandesa de Educação Superior, explicou algumas diferenças normativas européias. “Na Holanda, por exemplo, o fisioterapeuta diagnostica e recomenda o tratamento. Na Alemanha, no entanto, ele não diagnostica, nem recomenda tratamento. Quem o faz é o profissional de medicina. Por isso o fisioterapeuta alemão precisará de uma complementação de estudo para exercer a profissão na Holanda”, exemplificou Marjolein.

Decisão hoje é das universidades
Paulo Wollinger, diretor do MEC, advertiu durante Seminário Internacional Educação Superior e Técnico-Profissional na América Latina, que hoje cabe às universidades brasileiras reconhecer ou não os estudos realizados no exterior. Uma das responsáveis por apresentar as conclusões do encontro, a professora da USP Elizabeth Balbaschevsky, reforçou que o Brasil precisa facilitar o reconhecimento de diplomas. Segundo ela, o sistema atual não funciona e, com isso, o País tem perdido o conhecimento adquirido pelos estudantes em outros países. No Brasil, a lógica é de formação profissional. Como muitas vezes, a universidade brasileira não tem equivalência curricular com um curso estrangeiro, o reconhecimento do diploma é negado. “É um processo errático, que depende da boa vontade do professor que vai fazer o parecer. Não há parâmetros claros”,finalizou.
Colaboração de Marcia Leitão

Os melhores do Exame de Ordem
O Ceará e o Distrito Federal (Universidade de Brasilia) tiveram o melhor aproveitamento no Exame de Ordem unificado. A seccional do Ceará alcançou taxa de aprovação de 37,6%. Entre as instituições, a UnB teve 97% de aprovação, liderando o ranking nacional, seguida pela Universidade Federal de Santa Catarina (92%) e pela Universidade Federal de Sergipe (91%). As provas foram aplicadas em maio, em todos as unidades da federação, com exceção de Minas. O certame contou pela primeira vez com a participação de São Paulo, que ficou em último lugar, com uma taxa de 15,7% de aprovação. De acordo com levantamento feito pelo site Consultor Jurídico, a maioria absoluta das ranqueadas é de instituições de ensino públicas. Dos 53 nomes da lista, apenas oito são de particulares.

Nós Podemos Brasília
Em agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, foi lançado o Movimento Nós Podemos Brasília. O lançamento superlotou as cinco salas reservadas para a cerimônia. Em 2008, foi criado na sede da ONG União Planetária, em Brasília, um grupo de estudos sobre ações de cidadania e solidariedade, e formas de se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio propostos pela ONU. A partir daí nasceu um grande movimento de articulação interinstitucional em Brasília e recebeu o nome “Nos Podemos Brasília”, à semelhança das iniciativas já existentes em outros Estados. Ponto para o brilhante Ulisses Riedel, mentor desse projeto.

Por um mundo menos desigual
O artista e ativista político irlandês Bob Geldof, principal articulador dos megafestivais Live AID e Live 8, que reuniu dezenas de músicos na luta pela igualdade social, esteve em Brasília. Geldof foi recepcionado pela Secretária de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest), Eliana Pedrosa. Depois, o artista seguiu direto para uma das regiões mais pobres de Brasília, o Itapoã. Ele queria conhecer os programas sociais e teve também a oportunidade de conhecer como funciona a segurança alimentar no DF: almoçou com Eliana Pedrosa no Restaurante Comunitário da Cidade e adorou a comida. Ao fim, ministrou palestra sobre Globalização e Solidariedade no Museu da República. De quebra, assistiu o grupo de hip hop “Eis a função”, formado por jovens do Varjão.

Regulamentação do trabalho doméstico
Trabalhadoras domésticas do Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai se reuniram em Brasília para defender a criação de uma convenção internacional para a regulamentação do trabalho doméstico. O encontro intensificou a mobilização da categoria nos países da América Latina e Caribe para assegurar a igualdade de direitos trabalhistas na 99ª Conferência Internacional do Trabalho, que acontecerá em 2010, em Genebra. O trabalho doméstico representa 4 a 10% da força de trabalho dos países em desenvolvimento. De acordo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), na América Latina somente 23% das trabalhadoras domésticas possuem benefícios de seguridade social. Já as diaristas esperam do Senado a criação da profissão de empregada doméstica diarista. Junto com a legalização da profissão elas querem a criação de um priso salarial, a imposição da carga horária de trabalho diário e a limitação de dois dias de trabalho por semana, para que a relação entre empregado e empregador não gere vínculo empregatícios.

Gentileza gera gentileza
A Universidade de Brasília UnB, divulgou pesquisa sobre a reação dos cidadãos em relação as placas de aviso e sugestões de comportamento. O estudo conclui que quando feito con delicadeza, sem imprimir ordem, são atendidas com mais facilidade. Conforme esperado, os homens são os que menos atendem as solicitações. A justificativa dos resultados está no cotidiano das pessoas, como estas encontram-se em rotinas estressantes, um simples momento de delicadeza pode fazer toda a diferença. Portanto é necessário a criação de placas mais gentis. Por favor.

Livro sobre Eleições.
Os principais fatos das eleições municipais de 2008 e as estratégias utilizadas pelos candidatos e seus partidos. Este é o tema central da obra intitulada Eleições 2008. Uma breve história (Clube de Autores), do jornalista e assessor de imprensa Gustavo Fleury, que será lançado em 22/09, no Restaurante Carpe Diem, do PIER 2. Apesar da pouca idade, 31 anos, Gustavo contabiliza vários anos de participação em campanhas políticas, tendo trabalhado para partidos como PT, PTC, PP, PV, DEM, PTB, entre outros. “Desde criança tenho algum envolvimento com eleições, partidos, política em geral”. Os participantes do evento assistirão a uma palestra sobre a história do Marketing Político no Brasil, ministrada pelo Prof. Dr. Adolpho Queiroz, ex-presidente da INTERCOM, Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. Bela iniciativa.