Stédile: mídia defende a burguesia
Numa entrevista ao programa 3 a 1, exibido pela TV Brasil. Na entrevista, que vai ao ar em 11 de novembro, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, disse que a invasão da Cutrale, em São Paulo, foi um equívoco do MST e criticou a mídia brasileira, afirmando que ela age em defesa dos interesses dos ricos.
Ele classificou a ocupação da fazenda da Cutrale, por integrantes do MST, no final de setembro, como uma ação “desesperada” e motivada pela situação em que se encontravam os militantes do movimento acampados na região, há seis anos.
“Foi uma atitude desesperada das famílias que ocupavam a fazenda. Com a notícia do próprio Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] de que a área é da União, desde 1910, naquele clima de indignação, alguns dos companheiros pegaram o trator e destruíram os laranjais”, disse o coordenador do MST.
“Evidentemente que foi um equívoco, porque a direita e os órgãos de comunicação deste país, que servem aos interesses da burguesia brasileira, se utilizaram daquelas imagens, que foram gravadas pelo serviço de inteligência da PM de São Paulo, com o uso de helicóptero, e nos execraram na opinião pública”, completou.
Stédile defendeu o movimento da acusação de que militantes haviam invadido casas de trabalhadores da fazenda e causado danos. “Nenhum militante entrou nas casas dos funcionários. Aquilo lá foi uma armação da polícia e da Cutrale, sobretudo da Cutrale. Quem fez o serviço [de entrar nas casas] não foi o MST. Ou seja, tem uma hora aí de espaço. Nós saímos, deixamos tudo bonitinho, não mexemos nas casas. Aí ficou a polícia sozinha com a Cutrale dentro da fazenda, por uma hora. Aí depois dessa hora veio a imprensa”, afirmou.
O coordenador do MST ainda criticou a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CMPI) para investigar repasses de verbas do governo ao movimento.
“A CPMI é uma armação. Eles fizeram uma matéria na [revista] Veja com dados requentados de três anos”, sustenta. “Com a matéria da Veja, convocaram a outra CPMI. Aí nós derrubamos, porque era sintomático. Aí com a ocupação da Cutrale, você acha que por uma ocupação, por algumas laranjas vale a pena abrir uma CPMI? Então é melhor abrir uma CPMI aqui na Assembléia Legislativa de São Paulo para saber por que que a Cutrale tem aquela área grilada.”
Ceará dá R$ 100 mil a municípios com melhores indicadores
O governador Cid Gomes fará um repasse de R$ 100 mil para os municípios que obtiverem a melhor evolução em seus indicadores sociais. O recurso, a fundo perdido, deverá ser aplicado pelos prefeitos, nos indicadores municipais de menor evolução. “Essa é uma lei que será enviada imediatamente para apreciação e aprovação na Assembleia Legislativa. Ser o melhor é bom, mas não é fundamental. É preciso mesmo que os municípios evoluam, oferecendo melhores condições de vida para crianças e adolescentes”, confirmou.
Cid Gomes anunciou esta inovação durante o lançamento da 6ª edição local e 3ª edição nacional do Selo Unicef Município Aprovado, em Fortaleza. A coordenadora do Unicef no Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, Ana Márcia Diógenes, disse que cerca de 20 indicadores são utilizados para selecionar um município para o Selo. Para esta edição o Selo Unicef vai incluir esporte e cidadania, educação para o meio ambiente, arte e cultura, comunicação para identidade étnica e racial, além dos Fóruns Comunitários, formados por adolescentes e representações da comunidade.
Lula acredita que em 2010 o nível do emprego sobe
Ao comentar os resultados do Cadastro Geral do Empregados e Desempregados (Caged) divulgados em outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostra-se otimista com a geração de empregos em 2010. Ele voltou a defender um crescimento de 5% da economia para o próximo ano. “Acho que isso pode voltar a gerar empregos de forma extraordinária e eu acho que o Brasil está preparado para crescer, para gerar mais empregos e distribuição de renda e é isso que todos nós queremos”, disse. Em setembro, o país gerou 252.617 empregos com carteira assinada, segundo dados do Caged. O índice representa crescimento de 0,77% em relação ao resultado de agosto.
Campanha contra a baixaria na tv completa 4 anos
“Em quatro anos, o movimento conseguiu muitas vitórias, como a retirada do programa de João Kleber. Foi um marco histórico.” Quem comemora é a coordenadora do projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, Isabela Henriques. Ela diz que o fim do programa Eu Vi na TV, da RedeTV, foi um marco do sucesso da campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania.

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