Senado
à vista
Partidos do Distrito Federal começam a discutir caminhos e alternativas para a disputa pelo Senado nas eleições de 2010
Por Rafael Oliveira
Acorrida no Distrito Federal pelas duas vagas do Senado está mais que concorrida. Secretários, deputados federais e senadores pré-candidatos já começaram as articulações. Alguns nomes estão cogitados para o cargo, mas, ainda é muito cedo para previsões, segundo alguns deputados distritais. A conjuntura política está nebulosa, mas, é possível enxergar pontos de luz no fim do túnel.
Existem novos nomes fortes para o Senado e nomes antigos que sonham com a vaga. Também há aqueles que gostariam de disputar o cargo de governador, mas, por falta de consenso partidário podem cair de pára-quedas no Senado. Os debates não devem se limitar a bons nomes. Existem variantes que devem ser levadas em consideração. O Senado Federal tem uma casta de políticos sábios e experientes, ou que pelo menos se espera. Normalmente, quando chegam à Casa, os parlamentares já passaram pela Câmara dos Deputados, pelos Governos Estaduais ou Prefeituras. Bons nomes vindos do nada, não basta. Para concorrer ao cargo, espera-se força dentro do partido ou estar ligado ao setor produtivo da cidade.
Fale! Brasília foi ouvir os possíveis nomes, e a opinião de parlamentares que têm candidatos definidos. Foram destacados os partidos de maior influência e visibilidade no Distrito Federal.
Disputa polariza esquerda e direita
São duas vagas ao Senado em 2010 e os postulantes já se apresentam, ou dão grandes passos em suas pretensões, mas este jogo está apenas começando.
Conheça os principais nomes que “brigam” por uma candidatura.
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PSDB com Abadia na manga
A deputada distrital Jaqueline Roriz (PSDB) aponta o nome de Maria de Lourdes Abadia (PSDB), que foi vice-governadora de Joaquim Roriz (PMDB), como o principal nome para a vaga. “Em uma reunião da executiva regional, o nome do secretário dos Transportes, Alberto Fraga (DEM), foi apresentado como uma alternativa, mas, todos foram contra”, explica Jaqueline. A deputada ressalta que o partido tem planos concretos para a cidade. Mesma posição do presidente do PSDB-DF, Márcio Machado. |
PERFIL. Abadia foi eleita deputada federal pelo PFL nas primeiras eleições realizadas no DF em 1986, onde foi deputada constituinte. Foi uma das fundadoras do PSDB em 1988, da qual é filiada até os dias de hoje. Em 1990 foi eleita deputada distrital. Em 1994, disputou o governo do DF sendo a primeira mulher a disputar o cargo. Foi eleita vice-governadora em 2002, tendo tomado posse como governadora titular, e primeira mulher a assumir o cargo, pois o ex-governador Joaquim Roriz renunciou ao governo para se candidatar ao Senado Federal. |
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Indefinição de Magela
O diretório regional do PT pretende lançar o deputado federal, Geraldo Magela, à cadeira. A verdade é que o debate ainda precisa ser aprofundado e nomes de peso devem ser definidos. O deputado distrital, Chico Leite, lançou informalmente sua candidatura. Uma possibilidade é fechar aliança com o PDT e apoiar o senador Cristóvam Buarque à reeleição. Segundo o presidente do diretório regional, Chico Vigilante, o deputado Magela precisa definir a que cargo quer concorrer, ou se continuará ou não a tentativa de disputar o GDF com Agnelo Queiroz, que tem apoio de 90% do partido. |
| PERFIL. Geraldo Magela é deputado federal eleito com mais de 87 mil votos. Foi deputado distrital na primeira legislatura e foi um dos que criaram a Lei Orgânica do DF. |
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Cristóvam é favorito na disputa para o Senado
O PDT está flertando com o PT há algum tempo. O presidente do PT-DF, Chico Vigilante, poderá indicar o nome de Cristóvam e Magela ao Senado. Mas, a aliança com o PT pode ser prejudicada se Reguffe mantiver a candidatura. Atualmente, o distrital do PDT tem chances reais de concorrer à Câmara Federal. Até o fechamento desta reportagem, a equipe não foi atendida pelo senador. Mas, declarações de Cristóvam dadas à imprensa, não descarta sua candidatura à presidencia da república. Os escandalos recentes no Senado podem faze-lo mudar de ideia e assim preferir a disputa presidencial. Ser vice em uma chapa emcabeçada por Marina Silva, do PV, também pode ser o destino do Senador, embora não seja sua prioridade. |
| PERFIL Cristóvam Buarque é professor e foi reitor da Universidade de Brasília. Entre 1995 e 1998, Buarque governou o Distrito Federal e em 2002 elegeu-se senador pelo PT com a maior votação dada a um político no Distrito Federal. Foi ministro da Educação do Governo Lula. Filiou-se ao PDT em setembro de 2005. É membro do Instituto de Educação da Unesco. |
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Augusto Carvalho e as incertezas da coligação
O Partido Popular Socialista (PPS) tem um plano político para o DF, e passa pela vaga de senador. Dois membros do partido que detêm mandatos, o secretário de Justiça, Alírio Neto e o deputado distrital, Cláudio Abrantes, defendem o nome do secretário da Saúde, Augusto Carvalho, para a disputa. Hoje, o PPS faz parte da base de apoio ao governador Arruda (DEM), e deve seguir apoiando o governador à reeleição. “O normal é o Augusto Carvalho sair com o apoio de Arruda”, avalia Alírio Neto. Outra alternativa pode ser a aliança com o PDT do senador Cristóvam Buarque. Como serão disputadas duas vagas, saem Augusto Carvalho e |
Cristovam Buarque com o apoio do pré-candidato ao GDF, José Antonio Reguffe (PDT). O secretário Alírio Neto afirma que não pretende sair da Câmara Legislativa — vai disputar a reeleição em 2010. Cláudio Abrantes, suplente de Alírio, também vai pleitear uma cadeira no Legislativo local.
PERFIL. O deputado federal, Augusto Carvalho é titular da Secretaria de Estado de Saúde do DF. Ele tem quatro mandatos na Câmara dos Deputados. Na Câmara Legislativa do DF ocupou uma cadeira entre 2003 e 2006. Carvalho criou a Associação Contas Abertas, a qual preside. |
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Santana em busca
da sua reeleição
O presidente do partido Democrata, vice-governador Paulo Octávio, não confirma o nome de Deputado Federal Alberto Fraga (DEM) como favorito à corrida para cadeira do Senado nas próximas eleições. Segundo Octávio, até agora o partido ainda não tomou a decisão de quem seria o candidato para disputar uma das cadeiras. A última decisão tomada foi acordada em 2006, época da última reunião da Executiva do partido no Distrito Federal. De acordo com o vice-governador, há três anos, ficou estabelecido que nas eleições de 2010, o atual governador José Roberto Arruda concorreria para a vaga de senador. Enquanto isso, Paulo |
| Octávio iria disputar as eleições como candidato titular ao governo do Distrito Federal. Mesmo com o acordo feito em 2006, o democrata disse que não sabe qual será o rumo das próximas eleições do DF. Segundo ele, no momento, a prioridade do partido é dar atenção para a boa gestão do governo. “Ficamos felizes em ter nomes para a vaga do Senado como do secretário Alberto Fraga, da deputada Eliana Pedrosa e do Bispo Robson Rodovalho”, disse. “No momento certo, chegaremos a um entendimento de quem será o melhor nome para disputar a vaga do Senado”, afirma. O senador Adelmir Santana (DEM-DF), que entrou em 2006, como suplente de Paulo Octávio, até o momento é o nome com mais chances de ter apoio do governador Arruda, além de ser candidato à reeleição. Santana garante que a sua atuação no Senado viabilizou os recursos para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Também participou como titular da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), umas das mais aspiradas da Casa e foi vice-presidente da Comissão de Ética. O senador vê com bons olhos o partido ter quadros fortes, regionalmente. Os Democratas têm quatro deputados distritais, dois senadores, o vice e o governador. Por esses motivos, Santana acredita que o partido é o mais forte da cidade. O senador destaca que existe um compromisso entre as Executivas nacional e local para fortalecer o nome para o Senado. Ainda assim, Santana lembra que tem amizades com todas as agremiações partidárias e não enfrentaria nenhuma resistência em mudar de partido. Apesar de ter ligações históricas com Roriz, o senador afirma que o grande condutor do processo político do DF é o governador Arruda. A executiva do partido irá avaliar a atual conjuntura política para saber se o acordo firmado em 2006 será cumprido ou não. “Na hora certa indicaremos o nome que irá concorrer à vaga”, disse. A executiva do partido Democrata está marcada para setembro deste ano. n
PERFIL. O senador Adelmir Santana (DEM-DF) assumiu em 3 de janeiro de 2007 vaga no Senado Federal, no lugar do vice-governador Paulo Octávio (PFL/DF). Santana é defensor das reformas necessárias para a redução da máquina administrativa e pretende caminhar em direção às reformas tributária, política, fiscal, trabalhista e sindical. Ele é vice-Presidente Geral da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Infraestrutura Nacional. |
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