La
Nación - Argentina
BRASIL ESTUDA ALTERNATIVAS PARA O MERCOSUL
A
Argentina e o Brasil crescerão mais se formarem um acordo de livre
comércio com a União Européia do que integrando-se com a Alca. "A
polêmica conclusão", diz o jornal La Nación, "está em mãos do ministério
do Desenvolvimento do Brasil e faz parte de um estudo da influente
Fundação Getúlio Vargas. O ministério encarregou a entidade de fazer
uma simulação sobre os efeitos no Mercosul da integração ou com
a UE ou com a Alça".
Segundo a FGV, o PIB do Brasil não variará muito no caso de um acordo
de livre comércio com qualquer um dos dois blocos. "Se o acordo
for com a Alca, as exportações industriais de setores competitivos
brasileiros crescerão mais do que se fosse com a Europa. Com este
bloco, o que cresceria seriam as exportações agrícolas, já que o
Brasil é o maior exportador agrícola para a Europa", publicou o
jornal.
The
New York Times - EUA
"SENTA A PUA!": O BRASIL NA SEGUNDA GUERRA
"O fascinante documentário "Senta a Pua!" ('Hit
Them Hard!') aborda um tema pouco conhecido, as tropas brasileiras
que lutaram na Segunda Guerra Mundial", comenta o crítico de cinema
do New York Times, Elvis Mitchell. O título do filme se refere ao
grito de guerra da FEB, usado em seu símbolo. Uma avestruz zangada
em cima de uma nuvem empunhando uma bandeira baseada no escudo brasileiro.
O filme está em cartaz em Nova York como parte de um evento que
homenageia a Itália. No documentário dirigido por Erik de Castro,
veteranos da Força Expedicionária Brasileira são entrevistados sobre
o envolvimento de seu país na guerra e todos se revelaram desembaraçados
narradores.
El
Tiempo- Colômbia
NA BALADA DO FUNK
"A
fórmula é simples. Letras em que o homem diz que vai fazer sexo
com uma ou várias mulheres ou outras em que as mulheres prometem
sexo de todas as formas possíveis. O centro da atenção do funk brasileiro
é sempre uma mulher fazendo movimentos pélvicos que ruborizariam
Elvis Presley", diz o jornal colombiano El Tiempo sobre o novo ritmo
dançante que está escandalizando a sociedade brasileira.
"Isso foi suficiente para que o novo gênero se massificasse e a
tocar nas rádios. Logo se multiplicaram os bailes funks na cidade
do Rio de Janeiro. A televisão percebeu o sucesso de público nos
bailes e criou programas específicos sobre o gênero, enquanto companhias
fonográficas, como a Sony, utilizavam todo o seu poder de fogo para
difundir. A alquimia funcionou. Não há brasileiro que não conheça
hoje músicas como o Funk do Tigrão ou a Dança da Motinha.
Quando surgiu a revelação de que uma menina de 14 anos engravidara
durante um baile funk, contraindo Aids, e que não sabia quem era
o pai porque tinha mantido relações sexuais com vários homens",
pensadores e formadores de opinião brasileiros se perguntavam como
é possível que o país de Tom Jobim ou Caetano Veloso gerasse aberrações
dessa natureza", finaliza o jornal colombiano. The
Washington
Post - EUA
CAETANO E A ESCRAVIDÃO
Em
entrevista ao jornal Washington Post, em Nova York, onde esteve
para lançar o mais recente CD "Noites do Norte", o cantor e compositor
Caetano Veloso disse que planeja uma turnê pelas maiores cidades
americanas antes do fim do ano. "Em 'Noites', muitas músicas se
referem direta ou indiretamente a questões raciais, mas o disco
inclui também canções românticas, um nostálgico passeio pelo Rio
de sua juventude, além de homenagens ao cantor e compositor Jorge
Ben, ao falecido roqueiro Raul Seixas e ao diretor de cinema italiano
Michelangelo Antonioni.
Musicalmente, passa do samba ao hip-hop e da bossa nova ao drum
'n' bass, da música clássica ao rock barulhento, cavaquinhos e guitarras
elétricas. Não estranhe a mescla. Isso é o território de Veloso,
que, a cada novo disco, nos dá provas de sua curiosidade, sua engenhosidade
e vontade de aproveitar todas as oportunidades", diz o jornal.
'Superstar' que há mais de 30 anos atrai multidões para seus shows
no Brasil, Caetano Emanuel Vianna Telles Veloso, aos 58 anos vem
conquistando um reconhecimento crescente nos EUA. Ele já teve 36
álbuns lançados no Brasil, recebeu doze discos de outro e seis de
platina. Até 1986, segundo o Post, nenhum de seus discos tinha aparecido
nos EUA e sua primeira turnê no país só aconteceu em 1999.
The
Financial Times - Inglaterra
TOMAI E BEBEI
O Financial
Times conta como vem crescendo o consumo de vinho entre os brasileiros
e diz que tudo começou quando os produtores locais foram obrigados
a reagir à invasão de vinho barato importado da Europa entre 1989
e 1990, "Num esforço para conquistar sua fatia do mercado de volta,
os produtores de vinho brasileiros investiram forte para aumentar
a produção de uva, introduziram novas variedades e modernizaram
suas vinícolas. Os velhos tonéis de madeira, por exemplo, deram
lugar a tanques de aço com controles automáticos da temperatura
que permitem um processo de fermentação mais consistente", diz o
FT.
A produção de vinho do país aumentou de 198 milhões de litros em
1996 para 329 milhões de litros em 2000, de acordo com a associação
de produtores de uva e vinho do Brasil, Uvibra.
The New York Times - EUA
NA SEQÜÊNCIA, O RECONHECIMENTO
O
órgão não possui laboratórios ou equipes de pesquisadores próprios,
apenas um modesto staff administrativo que trabalha num prédio simples
de um bairro residencial de São Paulo. Através, porém, de uma administração
eficiente e cuidadosa, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado
de São Paulo vem se tornando rapidamente uma potência na área da
genética e um modelo de pesquisa científica no Terceiro Mundo, afirma
um artigo do New York Times.
"Em julho passado, um consórcio brasileiro organizado e financiado
pela fundação tornou-se o primeiro em todo o mundo a decodificar
o genoma de um patógeno de uma planta, a Xylella fastidiosa, bactéria
que infesta os laranjais. Poucos meses depois, a Fapesp anunciou
que a mesma equipe havia completado a seqüência genética de uma
segunda praga que afeta o importante setor de exportação de frutas
do Brasil, a Xanthomonas citri, o cancro cítrico", conta o correspondente
do NYT Larry Rohter. "O duplo sucesso da Fapesp não apenas criou
uma reputação internacional para o órgão como levou a projetos de
colaboração com outras importantes pesquisas, como o seqüenciamento
dos genes do câncer em seres humanos, financiado pelo Instituto
Ludwig, da Suíça. Outra novidade foi a recente contratação da Fapesp
pelo Departamento de Agricultura dos EUA para seqüenciar o gene
de uma bactéria que destrói os vinhedos na Califórnia", diz o jornal.
The
Wall Street Journal - EUA
FREI BETO: "RIQUEZA PRIVATIZADA E POBREZA GLOBALIZADA"
Em artigo assinado pelo teólogo brasileiro Frei Beto, o jornal The
Wall Street Journal destaca a oposição dentro da América Latina
à Alça e ao livre comércio no hemisfério. "É a mesma coisa que antes.
Só que hoje, em vez de tropas, a invasão se dá através do capital.
A riqueza é privatizada e a pobreza globalizada", escreveu o teólogo.
"Os esquerdistas ainda têm amargas lembranças do apoio dos EUA a
ditadores como o general Augusto Pinochet e muitos vêem a expansão
do livre comércio como uma nova forma de imperialismo que trará
mais pobreza".
O artigo desfia os problemas políticos do continente mas ressalta
os pontos positivos. "Para conseguir colocar a Alca em vigor, Bush
terá de fazer concessões a países latino-americanos, como o Brasil,
que estão relutantes em abrir seus mercados para os EUA", diz Beto.
Newsweek - EUA ÊTA CIDADEZINHA HIGH TECH
A revista Newsweek escolheu nove cidades de todo o mundo que representam
um novo modelo de centro tecnológico, e o Brasil está presente na
lista com ... a paraibana Campina Grande. Além de Campina Grande
e de cinco cidades americanas - Oakland, na Califórnia; Omaha, em
Nebraska; Tulsa, em Oklahoma; Huntsville, no Alabama; Akron, no
Ohio -o artigo aponta Barcelona, Côte d'Azur e a chinesa Suzhou
como exemplos de "tech cities".
"Na aridez do nordeste brasileiro, existe um oásis de chuva e oportunidade.
Há meio século, os comerciantes de Campina Grande importaram as
primeiras prensas de algodão que fizeram da cidade um importante
centro têxtil. Hoje, essa cidade, no meio de lugar nenhum, abriga
50 empresas que fabricam de tudo, desde software até painéis de
publicidade. Campina Grande dita o padrão da indústria tecnológica
do Brasil", diz a revista.
A chave do sucesso, segundo a revista, é a Universidade Federal
da Paraíba. Em 1967, acadêmicos paraibanos convenceram as autoridades
locais a comprarem um mainframe da IBM de US$500 mil, criando uma
tradição no setor de computação que hoje atrai estudantes de toda
a América Latina. Entre os projetos bolados pela universidade está
o da Light Infocom que produz sofwares usados pela polícia para
rastrear traficantes de drogas.
The Guardian - Inglaterra
TEMOS AS MELHORES
As secretárias mais bem treinadas do mundo são as brasileiras, diz
um artigo do jornal inglês The Guardian. "A legislação brasileira
exige que as secretárias sejam registradas em uma agência governamental
e, desde 1985, o título de 'secretária' só pode ser obtido após
um curso universitário de quatro anos de duração", diz o The Guardian.
La Vanguardia - Espanha
SEBASTIÃO SALGADO RETRATA OS ÊXODOS DA MISÉRIA GLOBAL
O jornal espanhol La Vanguardia destaca a exposição "Êxodos", do
fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, em cartaz até julho no Centro
Cultural Caixa Catalunya, em Barcelona. "As trezentas belas e poderosas
imagens exibidas e os dois livros que acompanham a exposição são
fruto do projeto iniciado por Salgado em 1993, que o levou a quarenta
países com o objetivo de ensinar ao mundo como vivem centenas de
milhões de pessoas refugiadas, vítimas das guerras, da repressão
e da miséria, conta o La Vanguardia.
Segundo Olga Spiegel, que assina a reportagem, Salgado captou, em
todo o seu percurso, momentos trágicos, dramáticos ou heróicos.
"Teve contato com as pessoas, usou seu tempo para conhecê-las. A
beleza das fotografias não oculta a tragédia de seus protagonistas".
The Washington Post - EUA
MUDANÇA DE HÁBITO
O Brasil redescobre sua cultura. Os hóspedes do luxuoso Copacabana
Palace, com diárias de US$300, costumavam ser recebidos em sua chegada
com drinques ao estilo do Caribe, como piña coladas e daiquiris.
"Agora eles são saudados com caipirinhas, uma especialidade brasileira
feita com limão, gelo picado, açúcar e uma potente aguardente de
cana chamada cachaça. 'Ela tornou-se nossa vodca, nossa tequila',
diz Raimundo Pinheiro, barman do Copacabana Palace. 'Quando as pessoas
pensam em caipirinha, pensam em Brasil'.
Segundo o jornal, a cachaça não é o único aspecto da cultura brasileira
que ganhou aceitação geral no maior país da América Latina. A capoeira,
uma antiga mistura de arte marcial e dança, muito popular entre
os brasileiros da classe trabalhadora e entre os negros, transformou-se
em um sucesso entre a classe média.
Até a música brasileira, que já foi relegada a um status de segunda
classe nas estações de rádio do país que privilegiavam a música
popular americana, está desfrutando de um renascimento. 'Os brasileiros
estão mais auto-confiantes e isso torna mais fácil vender a cultura',
diz Daniel Piza, editor-executivo do jornal O Estado de São Paulo.
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