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Arena Política

Operação “tranca” e “solta”
O envolvimento do banqueiro Daniel Dantas, reincidente em casos políticos, causou furor na investigação que prendeu 17 envolvidos. Preso e solto por duas vezes, o banqueiro esconde segredos que, se revelados, poderiam desvendar alguns mistérios que rondam o mundo político.
Dantas seria o comandante de uma organização criminosa que praticava delitos e fraudes no mercado de capitais, baseados principalmente no recebimento de informações privilegiadas.
A investigação ganhou maior notoriedade quando Dantas foi indiciado por gestão fraudulenta e formação de quadrilha, sendo preso duas vezes em uma semana. Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, foi solto nas duas ocasiões.
A confusão do “tranca” e “solta” gerou comentários do ministro da Justiça, Tarso Genro (direita), que declarou que a concessão do habeas-corpus a Dantas criou a possibilidade de o banqueiro fugir do país. O ministro Gilmar Mendes (esquerda) foi criticado por sua decisão, mas disse não temer retaliações, e, questionado sobre a declaração de Tarso Genro, afirmou que “ele não tem competência para falar sobre o assunto”.
Continuam presos somente o consultor Hugo Chicaroni e o assessor de Dantas, Humberto Braz, denunciados pelo Ministério Público Federal em São Paulo por tentativa de suborno a um delegado federal. Segundo o MPF, através de Chicaroni e Braz, Daniel Dantas teria oferecido cerca de US$ 1 milhão a um delegado para que seu nome, o de sua irmã e o de seu sócio fossem retirados das investigações.

"Eu vou processar a revista"

Cid Gomes, governador do Ceará, rebatendo as acusações da revista Veja de contratar, sem licitação, várias bandas de forró para eventos da administração.

"A linda Lins deixou Fortaleza horrorosa"

Fernando Hugo, deputado estadual do PSDB, que não poupa críticas à atual prefeita Luizianne Lins (PT)

Corrida eleitoral
As ações eleitorais de Fortaleza já começaram. São centenas de pessoas, espalhadas nos cruzamentos da cidade, distribuindo panfletos e segurando bandeiras com os nomes dos candidatos, que afirmam que essas pessoas não são pagas para realizarem tais atividades, mas “há controvérsias”. De acordo com o jornal Diário do Nordeste, uma pessoa afirma ganhar R$ 200 por quinzena, além de custo benefício com passagem e alimentação. Já um vereador candidato à reeleição afirma que amigos, familiares e assessores, jovens de comunidades e universitários participam da campanha gratuitamente. Um pouco complexo ver jovens de comunidades carentes ajudarem políticos a troco de nada.

Esquisitices eleitoreiras
As eleições sempre geram algumas esquisitices. O candidato Pastor Neto Nunes (candidato pelo PSC) quer implantar o programa Saúde do Quarteirão, onde “Seu quarteirão vai ter ronda e saúde”, informavam os panfletos distribuídos durante caminhada no centro de Fortaleza. Já o candidato Sílvio Frota (PAN) - que tem candidatura sub-júdice, resolveu fazer campanha em locais inusitados: visitou o Canil Municipal e o Cemitério do Bairro Bom Jardim. Só pode querer conquistar um eleitorado no mínimo diferente.

Títulos revisados
E cancelados. O Tribunal Superior Eleitoral revisou títulos em mil cidades e, junto aos Tribunais Regionais Eleitorais, verificou que 1.898.444 não têm mais validade. O TSE decidiu fazer a análise dos títulos nos municípios onde o número de votantes se aproximava ao total da população. A Bahia é o estado com maior número de cancelamentos, e apenas Roraima e Amapá não fizeram parte da revisão.

Inflação da infração
O presidente Lula mandará para o Congresso um projeto reajustando o valor das multas de trânsito em até 64,5%. Há sete anos os valores não são reajustados. O Código de Trânsito Brasileiro prevê a correção das multas pela Ufir (Unidade Fiscal de Referência), que foi extinta em 2000. Aproveitando, outras medidas também serão divulgadas com o objetivo de reduzir o número de acidentes. O Conselho Nacional do Trânsito (Contran), quer ainda que o valor das multas sejam reajustadas anualmente.
Recorde de receita
Aextinção da CPMF não influenciou o crescimento da arrecadação federal. De acordo com os dados da Receita Federal, a arrecadação juntou R$ 327,6 bilhões, crescendo 10,4% no primeiro semestre. O Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) somou R$ 9,81 bilhões contra os R$ 3,9 bilhões do primeiro semestre de 2007. Segundo o governo, a arrecadação reflete o crescimento econômico no Brasil, que já elevou em 14,2% as vendas gerais e aumentou em 14,4% a massa salarial. São fatores como esses que fizeram a arrecadação do Imposto de Importação crescer em 27,6%, o IPI-Automóveis em 18,3%, o Imposto de Renda Pessoa Física em 12% e no IR das empresas, em 20,7% . E vem mais um imposto, a Contribuição Social para a Saúde (CSS), que, depois de aprovado na Câmara dos Deputados, segue para ser votada pelo Senado. Será o governo vai conseguir justificar a necessidade de um novo imposto para a saúde?
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