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10 Perguntas
Caroline Mello
Caroline Mello

"Antigamente, havia um receio de se negociar com o jovem, por temer a sua responsabilidade e capacidade. Hoje, ele é visto com mais respeito, e a própria AJE conseguiu formar a jovem liderança para o mercado."
Aos 27 anos, Caroline Mello, jornalista e técnica em marketing por formação, coordena duas empresas da área de tecnologia. Quando concluiu o ensino superior, a jovem empreendedora quis se aproximar do meio empresarial, mas achou que os participantes da Assespro – Associação das Empresas de Tecnologia a Informação, Software e Internet – não se encaixavam no seu perfil. A partir daí, surgiu a oportunidade de associar-se à AJE - Associação de Jovens Empresários, que completou 19 anos no mês de junho de 2008. Caroline foi eleita para mandato de um ano à frente da AJE-CE.
 

Qual o perfil do empresariado hoje?
Caroline Mello. O jovem de hoje tem um perfil mais determinado, audacioso, com um melhor preparo para o mercado, através de cursos de capacitação, porque o sistema educacional do Brasil ainda tem graves falhas. É mais crítico e tem visão comprometida com o social.

O que motiva os jovens a partirem para o empresariado?
Caroline Mello. As perspectivas para o futuro são muito limitadas. O brasileiro tem perfil empreendedor, ele se adequa facilmente a mudanças. Por essa falta de expectativa, acabam partindo para algo mais concreto.

Como está a situação do jovem empresário de Fortaleza em relação ao âmbito nacional?
Caroline Mello. Hoje, temos uma grande participação no mercado nacional e, principalmente, internacional. O jovem empresário tem uma visão internacional e investe muito em redes de relacionamento, buscando parcerias e fortalecendo suas redes de relacionamento. A AJE-CE, por exemplo, tem uma coordenação voltada especialmente para essa questão, que é a Coordenação de Intercâmbio.

Quais são as dificuldades e as vantagens que o jovem empresário encontra nos dias de hoje?
Caroline Mello. As cargas tributárias são muitas e complexas, existe muita burocracia para abrir uma empresa, muitos impostos. As vantagens partem do princípio que vivemos na era da tecnologia, da globalização. Tudo chega muito rápido e assim os empresários também expandem, com maior velocidade, os seus negócios.

O que a nova gestão da AJE planeja para os jovens empresários?
Caroline Mello. Temos dado continuidade aos projetos. O grande diferencial é que este é um ano eleitoral e buscamos estar no centro das pautas de políticas de juventude, sempre acompanhando e demandando melhoras que gerem resultados para os novos empreendedores.

A AJE lançou um livro (Desafios da Modernidade) há oito anos sobre as perspectivas e expectativas do novo milênio. Alguma mudança e novas expectativas rondam o jovem empresário de hoje?
Caroline Mello. São muitas mudanças. A questão do preconceito com o jovem mudou bastante. Antigamente, havia um receio de se negociar com o jovem, por temer a sua responsabilidade e capacidade. Hoje, ele é visto com mais respeito, e a própria AJE conseguiu formar a jovem liderança para o mercado.

Há cinco anos, você faz parte da AJE. De onde partiu o interesse pela associação?
Caroline Mello. Quando concluí o curso superior, senti necessidade de ter contatos com o meio empresarial. Descobri a Assespro, mas me senti despreparada em meio a empresários experientes. Descobri a AJE, me interessei por cumprir justamente o que eu precisava e quero vê-la crescer junto ao jovem empresário.

Você coordena duas empresas de tecnologia. Que realizações foram feitas dentro dessas empresas?
Caroline Mello. Levei o que aprendi da AJE para as empresas. Hoje, conto com 140 jovens colaboradores, entre 22 e 26 anos. Adotei a prioridade do primeiro emprego, sem esquecer que a AJE me proporcionou uma visão externa dos negócios. Antes se pensava muito em mercado interno, excluindo parcerias por medo de cópias. Confio muito no meu know-how, pois agora tenho segurança e sei que o serviço está acima do produto.

Os empresários têm se preocupado com a questão da responsabilidade social?
Caroline Mello. Muito. Os empresários de hoje adotam a responsabilidade social como cultura da empresa, não mais visando lucro e como uma estratégia de marketing. Existe uma emergência nesta questão em si; há um maior respeito em relação ao social e ao ambiental, e isso já faz parte da consciência e ética empresariais.

Como o jovem de hoje pode se sobressair no mercado empresarial?
Caroline Mello. Com muita capacitação e informações dentro e sobre o mercado empresarial. O jovem tem mostrado muita ousadia e quanto antes entra no mercado de trabalho, melhor. É importante que haja uma conciliação entre o estudo e o trabalho, porque temos um sistema educacional falível. O jovem sai de uma universidade com muito mais teoria do que prática, o que não é prioritário no mercado.

10 Perguntas
Roberto Pessoa
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